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Mercados ao ar livre são hotspots de vírus letal que afeta araras e papagaios

Operação em feira de Fortaleza revela risco de disseminação de circovírus e polyomavirus entre psitacídeos, levando isolamento e morte de dezenas de aves

Birds crowded and under severe stress make open-air markets like the Parangaba Fair in Fortaleza ideal locations for the spread of diseases.
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  • Em outubro de 2025, fiscais ambientais apreenderam 271 aves na Feira da Parangaba, em Fortaleza, e as levaram para o CETAS.
  • Dias depois, alguns periquitos-africanos multicoloridos ficaram doentes e morreram, sinalizando risco de circovírus.
  • Em janeiro de 2026, dois papagaios-azuis-turquesa foram diagnosticados com polyomavírus; o CETAS de Fortaleza foi fechado para novas aves por 90 dias.
  • Ao todo, cerca de oitenta aves foram eutanizadas por circovírus ou polyomavírus; IBAMA mantém monitoramento de casos em outras regiões.
  • Especialistas alertam que mercados abertos de animais elevam o risco de disseminação de patógenos, e unidades de reabilitação enfrentam limitações de recursos.

Em outubro de 2025, fiscais ambientais fizeram uma operação surpresa na Feira de Parangaba, em Fortaleza. O local, conhecido como Feira das Aves, era palco de comércio de pequenos pássaros, incluindo papagaios e araras.

Durante a ação, 271 aves foram apreendidas e encaminhadas, em grupos, ao CETAS de Fortaleza. Lá, os animais resgatados passam por recuperação e podem ser reintroduzidos à natureza, sob gestão do IBAMA.

Poucas linhas depois, alguns pássaros multicoloridos da espécie agapornis adoeceram e morreram. A detecção dos sintomas levou à confirmação de infecção em animais sob custódia do centro.

Em janeiro de 2026, dois papagaios-azuis-verdadeiros (Amazona aestiva) foram diagnosticados com polionovírus aviário, agravando a situação. O órgão reduziu o fluxo de entrada e fechou o CETAS de Fortaleza para novos animais por 90 dias.

Como consequência, cerca de 80 aves morreram ou foram sacrificadas devido aos vírus circovírus ou polionovírus. A medida visou evitar a disseminação entre outras espécies mantidas em centros de recuperação.

Medidas e cenários de risco

O circovírus atinge mais de 60 espécies de psitacídeos, com sintomas como falhas nas penas, bico deformado e pele. Não há cura conhecida, e a doença pode levar à eutanásia para conter surtos.

Especialistas destacam risco de mercados abertos, onde animais silvestres convivem com domesticados. A mistura aumenta a possibilidade de transmissão de patógenos entre espécies traficadas e migrantes.

O IBAMA mantém monitoramento contínuo de circovírus e polionovírus em todo o país, embora não tenha informado novos casos confirmados além dos já divulgados. A rede CETAS continua atuando com triagem e quarentena rigorosa.

Traços do problema vão além da saúde animal: a prática de tráfego de aves aumenta a probabilidade de disseminação de patógenos. Organismos públicos ressaltam a necessidade de controle mais efetivo e de recursos humanos para fiscalização.

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