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Novo diretor do zoológico analisa plano para espécies ameaçadas

Novo diretor do Jersey Zoo mira foco em espécies ameaçadas e pode eliminar animais não‑conservacionistas, para reconstruir confiança e traçar plano de cinco anos

Jersey Zoo's new director Mark Habben said he wants to think about the long-term future of the park and what its animals represented
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  • O novo diretor do Jersey Zoo, Mark Habben, sinalizou que o foco poderá ser de espécies ameaçadas em vez de animais que atraem mais multidões.
  • O zoo enfrenta queda de visitantes: 209,474 em 2023 para 175,940 em 2024, além de um déficit de £4.8m, conforme informações da parceria.
  • Habben pretende um “masterplan” para preencher recintos vazios e reduzir algumas espécies sem função de conservação, como as suricatas.
  • O diretor está organizado para conduzir operações, liderar equipes de animais e colaborar com projetos da Durrell Wildlife Conservation Trust no exterior.
  • Em cinco anos, Habben quer que o zoológico abrigue animais que representem o trabalho global da trust, incluindo espécies menos exibidas, como invertebrados e peixes de água doce.

O Jardim Zoológico de Jersey avalia mudar o foco para espécies em risco de extinção, em vez de atrair apenas multidões. A ideia surge sob a direção de Mark Habben, que assumiu em janeiro e encara um momento difícil para a instituição.

Segundo Habben, a gestão planeja um “masterplan” para reduzir áreas ociosas, reestruturar o plantel e, se for o caso, remover algumas espécies sem finalidade de conservação. A medida visa fortalecer o papel do zoo na proteção da vida selvagem.

O zoológico tem registrado queda de visitantes, de 209.474 em 2023 para 175.940 em 2024, além de um déficit de cerca de 4,8 milhões de libras. A instituição nega alegações sobre bem-estar animal e bullying.

Habben participou de conversas com a Durrell Wildlife Conservation Trust, com quem coordenará projetos no exterior. Ele ressaltou que o trabalho envolve restaurar a confiança após os problemas recentes.

O novo líder aponta que, em cinco anos, o zoo deve exibir animais que representem o trabalho global da Durrell. Parte da estratégia é priorizar espécies com status de conservação, possivelmente reduzindo a diversidade não essencial.

Entre as mudanças, Habben citou animais sociais como exemplos de categorias que podem ser substituídas por espécies pouco exploradas pelo visitante, incluindo invertebrados e peixes de água doce.

O diretor afirma estar preparado para a escrutínio público e quer que o legado do Jersey Zoo tenha “justiça” ao longo do tempo. Ele destacou a importância de ouvir o público e manter a instituição relevante.

Mudanças e próximos passos

A direção planeja consultas com stakeholders para validarem o novo rumo. A Reuters não detalhou cronogramas, apenas indicou que decisões sobre espécies ocorrerão conforme prioridades de conservação e bem-estar animal.

O zoo continuará funcionando com as equipes dedicadas aos animais e à pesquisa da Durrell, mantendo o foco na missão de conservação existente, conforme Habben.

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