- Mulheres representam quase 90% dos agricultores em Ruanda, e o clima está aumentando a carga de trabalho delas, desde pegar lenha até cuidar da lavoura.
- Ruanda sofreu enchentes e deslizamentos catastróficos em 2023, com as agricultoras relatando perdas significativas devido às mudanças climáticas.
- Mugoboka, que trabalha com a Trocaire, visitou fazendas na Irlanda do Norte e afirmou que ninguém está imune aos choques climáticos, apenas as estratégias de enfrentamento podem variar.
- África emite cerca de 4% dos gases de efeito estufa, mas sofre os impactos mais severos por possuir menos recursos para adaptação e mitigação.
- Mudanças climáticas também trazem novas doenças para o manejo de animais, como o vírus da bluetongue que já foi confirmado na Irlanda do Norte.
Louise Cullen acompanha impactos da mudança climática em duas fazendas, em continentes distintos. Na Rúanda, mulheres respondem por quase 90% da agricultura local, frente a cheias, deslizamentos e secas. Em Belfast e arredores, agricultores britânicos enfrentam eventos climáticos extremos semelhantes.
Na Rúanda, Mugoboka destaca que a mudança climática aumenta a carga de trabalho das mulheres, responsáveis por fogo, água e cultivos. As perdas em safras e moradias reforçam a vulnerabilidade dessas agricultoras diante de eventos climáticos intensos.
Em a Irlanda do Norte, a agricultora Skelly relata mais cheias nos últimos 10 anos e planeja vacinar ovelhas contra bluetongue, doença transmitida por mosquitos. O vírus já foi confirmado no país em novembro, elevando preocupações sanitárias na região.
As duas histórias evidenciam que, apesar de emissões globais desiguais, comunidades rurais sofrem impactos parecidos. África representa cerca de 4% das emissões, mas enfrenta mais dificuldades de adaptação por recursos limitados.
Mugoboka acompanha projetos com a Trocaire para tornar a produção mais sustentável diante das mudanças climáticas. Ela lembra que a resiliência não é uniforme e que estratégias variam conforme o contexto regional.
Skelly pratica plantio de árvores e manejo ambiental para reduzir enchentes e oferecer sombra aos animais. Ações locais de proteção ambiental aparecem como respostas diretas ao desafio climático.
A percepção de ambas é de que o clima em transformação traz doenças novas ou mais frequentes. Médias como bluetongue passam a exigir planejamento sanitário mais rigoroso para rebanhos na região.
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