- Ostra-dourada (Pleurotus citrinopileatus) é invasiva, originária da Ásia, já se espalhou pela América do Norte e Europa, ameaçando fungos nativos ao reduzir a diversidade fúngica.
- A espécie é considerada altamente invasiva, com relatos de sua presença em 25 estados dos EUA e uma província canadense, segundo especialistas.
- Pesquisas indicam que árvores colonizadas pela ostra-dourada têm, em média, metade da biodiversidade fúngica, o que pode afetar a decomposição da madeira e as emissões de carbono.
- Esforços de preservação passam pela clonagem de fungos nativos, como o ostra-prateado (Pleurotus ostreatus) britânico, para manter a genética local sob pressão de invasoras.
- Um festival de fungos no Reino Unido mostrou a prática de clonagem em campo: a experiência revelou sucesso inicial, mas também contaminação, destacando desafios e a importância da conservação.
Um fungo originário da Ásia está se espalhando pelos bosques da América do Norte após escapar do cultivo. Enquanto invade habitats, entusiastas de fungos promovem ações de proteção às espécies nativas.
Na prática, o episódio envolve a ostra cinza clonável e uma espécie invasiva: a ostra dourada. O fungo prolífico que cresce em grandes cachos de tampas amarelas tem sido associado à redução da biodiversidade de fungos locais.
O caso ganhou destaque durante o All Things Fungi Festival, no Reino Unido, onde participantes observavam demonstrações de clonagem de fungos nativos e discutiam estratégias para preservar genética local.
A ostra dourada, Pleurotus citrinopileatus, é nativa da Ásia e foi introduzida nos EUA para cultivo comercial. Ela se prolifera sobre madeira morta, liberando milhões de esporos.
Pesquisadores alertam que, em várias regiões da Europa, a espécie tem se espalhado de Itália a Hungria, com relatos também no sul do Reino Unido. A Royal Horticultural Society emite conselhos para evitar o cultivo de espécies não nativas.
Dados de estudos indicam que árvores colonizadas pela ostra dourada apresentam menor biodiversidade fúngica em comparação com árvores sem a espécie invasora, sugerindo competição com fungos nativos.
Essa mudança na composição fúngica pode ter desdobramentos não previstos para o ecossistema, incluindo impactos no decay da madeira e nas emissões de carbono associadas à decomposição.
No esforço de proteção, pesquisadores e curiosos atuam na recuperação de fungos nativos. A clonagem de espécies locais, como a ostra cinzenta, é apresentado como uma ferramenta para preservar a genética de fungos ameaçados.
Em Dorset, o produtor e forrageiro Andy Knott coordena iniciativas de clonagem de fungos nativos, buscando criar cópias genéticas para ampliar a resistência de espécies diante da pressão de invasoras.
Durante a atividade, participantes recebem instruções sobre técnicas de manejo estéril, preparando amostras para cultivo em meios apropriados, com o objetivo de manter a pureza genética.
Especialistas ressaltam que preservar a genética das espécies locais é crucial para manter a diversidade fungíca e a saúde dos ecossistemas, servindo como alicerce para futuras ações de conservação.
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