Em Alta NotíciasFutebolBrasileconomiaEsportes

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Rebecca Solnit discute a “revolução lenta” que a extrema direita não tolera

Solnit defende revolução lenta e vitória coletiva contra autoritarismo, destacando memória, ativismo e alianças como motor de mudanças

‘Nothing is inevitable’ … Rebecca Solnit at home in San Francisco.
0:00
Carregando...
0:00
  • Rebecca Solnit lança o livro The Beginning Comes After the End: Notes on a World of Change, defendendo uma revolução lenta que está acontecendo desde os anos cinquenta.
  • A entrevista associa esse movimento a mudanças em gênero, raça, sexualidade, ciência e clima, mostrando que cada batalha se apoia em vitórias passadas.
  • O momento político atual é visto como sem precedentes, mas não definitivo: “o mundo em que nasci não existe mais” e a resistência se sustenta na memória e na história.
  • A história mencionada inclui a devolução de 466 acres de terras a Federated Indians of Graton Rancheria, marco que encerra décadas de luta e resistência.
  • Solnit ressalta a importância da solidariedade e da participação coletiva na construção de mudanças, como mostram exemplos de protestos e movimentos ambientais, civis e sociais.

Rebecca Solnit fala sobre a revolução lenta e como a extrema direita não a tolera, em entrevista sobre seu livro mais recente. A autora afirma que, apesar dos avanços, a luta por direitos e o cuidado com o meio ambiente seguem avançando de forma gradual e estruturante.

Em seu novo livro The Beginning Comes After the End: Notes on a World of Change, Solnit sustenta que vivemos uma revolução política sem precedentes, mas lenta. O foco está em mudanças de atitudes sobre gênero, raça, sexualidade, ciência e clima, construída ao longo de décadas.

A entrevista ocorre em meio a uma curiosa coincidência: a prisão de Andrew Mountbatten-Windsor, herdeiro da coroa britânica, é usada pela autora para ilustrar o tema de seu livro. Ela ressalta que eventos desse tipo evidenciam que mudanças sociais moldam o mundo de maneira gradual, não apenas pelos choques imediatos.

Solnit dialoga a partir de números e memórias: o livro começa com a devolução de 466 acres de terra a povos indígenas na Califórnia, em outubro de 2024, como resultado de décadas de resistência e ativismo. Ela contextualiza esse marco histórico como parte de uma transformação maior.

A autora, que ficou conhecida pela expressão mansplaining, lembra que muitas lutas nasceram de movimentos locais e de memórias coletivas. Segundo ela, ainda que haja retrocessos, os avanços em direitos civis e ambientais persistem como legado de ações passadas.

O debate envolve temas como responsabilidade ambiental, inclusão social e resistência a narrativas autoritárias. Solnit associa o talento de mobilização a uma memória de lutas passadas, destacando que a esperança emerge da lembrança de vitórias anteriores.

Para entender o cenário atual, Solnit aponta que a década de 2020 mostrou que mudanças estruturais são raras, porém contínuas. Ela reforça que governos podem recuar, mas não anulam a crença em direitos humanos e avanços sociais.

No conjunto de reflexões, a autora destaca a importância de permanecer ativo: a resistência organizada, a solidariedade e a participação cívica são cruciais para sustentar as conquistas obtidas. Ela cita experiências de protestos e ações coletivas como fontes de mudança duradoura.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais