- A Nação Tłı̨chǫ recebeu C$ 1,5 milhão em financiamento federal para um projeto de prospecção mineral de três anos em suas terras tradicionais no Noroeste, com voos, prospecção em terra e análise geológica.
- A área de atuação abrange 39.000 quilômetros quadrados de floresta boreal e tundra.
- O objetivo é explorar o potencial de recursos minerais nas terras, incluindo atividades de prospecção e mapeamento geológico.
- Em 2025, os Tłı̨chǫ firmaram um Memorando de Entendimento com a Fortescue para avaliar potenciais de lítio, césio e tantalum.
- Críticos ressaltam que o conhecimento e o consentimento indígena nem sempre são claros e alertam para impactos ambientais e risco a espécies da região; o acordo público não foi amplamente divulgado.
A First Nation do subártico NWT, no Canadá, recebeu C$1,5 milhão em financiamento federal para explorar elementos em suas terras tradicionais. O projeto de prospecção terá duração de três anos e envolve levantamento aéreo, exploração em campo e análise geológica.
As terras Tłı̨chǫ cobrem 39 mil quilômetros quadrados de floresta boreal e tundra. O apoio visa avaliar o potencial mineral da região, com foco em exploração responsável e geração de autonomia econômica para o povo Tłı̨chǫ.
Em 2025, o governo local assinou um acordo de entendimento com a Fortescue, empresa australiana, para avaliar potencial de lítio, césio e tantalum. O objetivo é identificar oportunidades de mineração alinhadas aos interesses indígenas.
A região já tem grandes minas de diamante, com planos de fechamento em breve. Segundo o governo federal, a mineração é um dos maiores empregadores do setor privado entre povos indígenas no Canadá.
Especialistas counseling apontam que a participação indígena na gestão de projetos nem sempre envolve consentimento efetivo. Também ressaltam preocupações ambientais, como impactos sobre habitats de espécies ameaçadas, incluindo o caribu Bathurst e o glotário, além de lebres.
Em fevereiro, o premiê canadense anunciou medidas para ampliar a produção mineral nacional, com foco em reduzir dependência de cadeias de suprimento externas. A notícia ocorre em meio a tensões geopolíticas regionais.
Simultaneamente, um fundo de conservação de C$375 milhões foi anunciado para 21 governos indígenas parceiros. Três áreas protegidas Tłı̨chǫ, totalizando mais de 22 mil quilômetros quadrados, foram reconhecidas como áreas protegidas.
A liderança Tłı̨chǫ afirma que há um equilíbrio entre conservar o meio ambiente e desenvolver a economia local. A perspectiva é de avanços de curto prazo com salvaguardas ambientais claras.
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