- Cerca de 620 mil toneladas de krill foram capturadas na Antártida no ano passado, recorde no setor.
- A pesca é regulada pela CCAMLR, com cota anual fixa e competição entre navios para obter a maior fatia antes de atingir o teto.
- A Sea Shepherd cruza a campanha em duas etapas: chamar atenção e, depois, apoiar pesquisas científicas sobre os impactos da exploração na vida marinha.
- Navios de China, Noruega, Chile, Coreia do Sul e uma embarcação namibiana operam na região, enquanto a tripulação da Allankay documenta tudo.
- Pesquisas sugerem queda no krill, afetando baleias, pinguins e outros animais; a CCAMLR afirma que não há evidência científica de ameaça específica até o momento.
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Navio da Sea Shepherd documenta operações de krill na Antártida, em Coronation Island, no arquipélago das Ilhas Orkney do Sul. A equipe realiza uma expedição para registrar as atividades de pesca de krill, espécie crucial para o ecossistema antártico.
No convés, o desafio é frio extremo e visibilidade limitada. O objetivo é observar a frota que opera sob a bandeira de vários países, incluindo China, Noruega e Chile, em águas protegidas por acordos internacionais. A equipe foca em como o krill é capturado e processado a bordo.
A pesca de krill, legal e regulamentada por um organismo intergovernamental, tem uma cota anual de cerca de 620 mil toneladas. O esforço é disputado entre navios que buscam a maior fatia antes de atingirem o limite permitido.
Contexto ecológico e regulatório
Pesquisas recentes indicam impactos potenciais da pesca de krill na cadeia alimentar antártica, com dados que sugerem redução de krill suficiente para sustentar mamíferos e aves marinhas. Estudos também associam menor ocorrência de certas espécies de baleias e pinguins à disponibilidade reduzida de krill.
A produção de krill alimenta diversos setores, incluindo óleo para suplementos e farelo para ração de salmões. A atividade ocorre em áreas ao redor de Coronation Island, onde há maior concentração de embarcações e de operações de pesca.
Operação na região e participação internacional
O Allankay, navio da Sea Shepherd, segue há 34 dias partindo da Nova Zelândia, com escala pela Argentina, até Coronation Island para documentar a atividade pesqueira. Uma equipe de 16 homens e 15 mulheres, oriundos de 12 países, compõe o grupo a bordo.
Um barco menor da Sea Shepherd, com Luci Connelly a bordo, acompanha a ação próxima aos navios de krill para registrar imagens. A bordo, há relatos de odor intenso a bordo dos navios, descrito por uma tripulante como muito forte, semelhante a uma peixaria rançosa.
Repercussões e próximos passos
A organização Sea Shepherd pretende interromper as atividades de pesca de krill na Antártida, argumentando que as decisões são tomadas sem evidência científica suficiente para avaliar impactos ecológicos de longo prazo. O CCAMLR afirma que não há evidência científica de ameaça específica ao krill como espécie-chave.
A ação da Sea Shepherd ocorre em meio a debates sobre a capacidade de consenso do CCAMLR, dado que as mudanças propostas envolvendo limites de captura dependem de acordo entre membros. A expedição também planeja futuras etapas científicas para avaliar impactos sobre baleias.
Massari, o chefe de bordo, descreve que cada viagem de barco menor contribui para a campanha maior, que combina mídia e pesquisa para chamar atenção à gestão sustentável da krill na região. Ele reforça que a equipe continua monitorando a frota ao redor de Coronation Island.
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