- O Oeste dos EUA enfrenta uma onda de calor recorde que elevou temperaturas entre vinte e vinte e cinco graus acima da média, com picos de até quarenta graus acima do normal, quebrando vários recordes em março em quatorze estados.
- Arizona atingiu cento e dez graus Fahrenheit na quinta-feira, seguido de cento e doze graus em partes da Califórnia e do estado vizinho, aproximando-se de recordes de abril.
- Mais de quatrocentos registros diários de temperatura foram quebrados no pico da onda de calor, e forecasters alertam que novas marcas podem ocorrer nos próximos sete a dez dias.
- O calor está derretendo a neve remanescente, piorando a seca em áreas-chave e colocando em risco o abastecimento de água e reservatórios, especialmente na bacia do rio Colorado.
- O avanço da seca e do calor aumenta o risco de incêndios florestais; já foram queimados mais de 1,4 milhão de acres neste ano, com grandes incêndos em Nebraska, e especialistas ligam o fenômeno à crise climática.
O calor recorde que devastou o oeste dos EUA ameaça acelerar o degelo da pouca neve existente e elevar o risco de incêndios florestais na temporada. O calor extremo já superou marcas históricas em março, com impactos em água, solos e ecossistemas.
Temperaturas ficaram entre 20 e 30°F acima da média, chegando a picos de até 40°F acima do normal em algumas áreas. Arizona atingiu 110°F, California registrou 112°F, marcas que quase quebraram o recorde de abril.
Cenas de neve no oeste, que alimentam rios e reservatórios, estão minguando. O inverno foi um dos mais quentes já medidos, intensificando a seca em bacias-chave e elevando a expectativa de déficits hídricos no verão.
Dados da NOAA indicam que mais de metade do continente já vivia com seca moderada a severa até março. A previsão aponta persistência da seca e ampliação do déficit hídrico na região devido ao calor persistente.
O avanço do calor favorece a secagem do ambiente e aumenta a probabilidade de incêndios. A Frente de incêndios está se fortalecendo com o início da temporada de alto risco, com vegetação seca mais propensa a pegar fogo.
Nebraska registrou grandes incêndios estaduais, com áreas queimadas superiores a 800 mil acres. O Morrill Fire sozinha alcançou cerca de 640 mil acres, tornando-se o maior da história do estado, ainda sob controle parcial.
Especialistas associam as temperaturas extremas às mudanças climáticas. Estudiosos destacam que o aquecimento global intensifica eventos climáticos extremos e sinalizam riscos maiores para água, energia e ecossistemas.
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