- O primeiro-ministro de Tonga, Lord Fatafehi Fakafānua, descreveu o acordo com os EUA para explorar minerais do fundo do mar como um “desenvolvimento empolgante”.
- O acordo, assinado em fevereiro, prevê cooperação para “pesquisa marinha científica responsável” e exploração do fundo do oceano.
- Fakafānua disse que Tonga manterá uma abordagem cautelosa, alinhada aos seus compromissos multilaterais e à orientação de “primeiro, não causar dano”.
- Críticos ambientais e figuras públicas em Tonga afirmam que não houve consulta pública adequada sobre o acordo, levantando preocupações sobre impactos ambientais.
- Grupos da sociedade civil regionalmente também pedem cautela, apoio a pesquisas independentes e, se possível, um referendo sobre a participação de Tonga na mineração no fundo do mar.
Tonga recebeu um acordo com os EUA para explorar recursos minerais no fundo do mar, considerado um passo ambicioso na cooperação científica marinha. A assinatura ocorreu em fevereiro, com a liderança de Tonga sob nova gestão após as eleições de 2025. O objetivo é avançar a pesquisa científica responsável e ampliar o entendimento dos oceanos profundos, dentro de marcos multilaterais.
O premiê de Tonga, Lord Fatafehi Fakafānua, afirmou que a parceria é um desenvolvimento empolgante para o país. Ele ressaltou a tradição cultural de Tonga e manteve postura cautelosa, deixando claro o compromisso com atividades de exploração que não causem danos ao ambiente marinho.
O acordo foi divulgado como parte de esforços conjuntos para explorar minerais do leito marinho, destacando a cooperação entre as duas nações para pesquisa científica responsável. A declaração conjunta enfatiza a importância de compreender o oceano profundo sem comprometer ecossistemas.
Críticos e preocupações
Críticos em Tonga, incluindo figuras acadêmicas respeitadas, alertam para possíveis impactos ambientais e a necessidade de amplo debate público. Um analista acadêmico tongaense, que também atua na liderança religiosa, descreveu o oceano como casa do país e pediu cautela extrema diante de qualquer atividade exploratória.
Oposição também aponta que o público não foi suficientemente consultado sobre o acordo com os EUA. Líderes da sociedade civil têm defendido a suspensão de qualquer mineração até que haja consulta ampla e transparente.
Organizações regionais e parcerias civis atribuíram grande importância a pesquisas independentes. Defendem estudos aprofundados que beneficiem o interesse público, sem favorecer rapidamente a indústria privada. A expectativa é por ciência robusta que guie decisões futuras.
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