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Grandes quantidades de nanoplásticos em água de torneira e engarrafada

Estudo revela nanoplásticos em água potável e engarrafada, com níveis dez a cem vezes maiores que estimativas anteriores; água engarrafada tem três vezes mais nanoplásticos que a de torneira

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  • Estudo aponta que a quantidade de nanoplásticos na água potável dos EUA está entre dez e cem vezes maior do que estimativas anteriores.
  • Nanoplásticos aparecem com frequência maior na água engarrafada do que na água da torneira, com concentração três vezes maior nas garrafas.
  • A concentração total de micro e nano plásticos é cerca de duas vezes mais alta na água engarrafada em comparação com a água tratada da torneira.
  • Os pesquisadores usaram espectroscopia infravermelha fototérmica óptica combinada à microscopia eletrônica de varredura para identificar partículas menores que trezentos nanômetros e medir tamanho, forma e quantidade.
  • Os autores destacam que nanoplásticos representam mais de cinquenta por cento das partículas detectadas, e, embora os efeitos à saúde ainda não estejam totalmente claros, há indicação de possíveis problemas.

Dois estudos independentes revelam que a presença de nanoplásticos na água potável nos Estados Unidos é significativamente maior do que estimado anteriormente. Pesquisadores apontam que as concentrações em água da torneira e em água engarrafada chegaram a superar as estimativas anteriores em 10 a 100 vezes.

A equipe liderada pela pesquisadora Megan Jamison Hart, da Ohio State University, utilizou técnicas analíticas mais avançadas para quantificar partículas ultrafinas. O estudo compara água engarrafada com água tratada da torneira, encontrando níveis mais elevados de nanopartículas na bebida engarrafada.

Conduzido com métodos que envolvem espectroscopia infravermelha fototérmica óptica e micrografia eletrônica, o levantamento identificou partículas com menos de 500 nanômetros e, com maior detalhe, abaixo de 300 nanômetros. Em ambos os formatos de água, as nanoplásticos representaram mais da metade das partículas detectadas.

Metodologia e principais resultados

Conforme os autores, a técnica empregada permitiu quantificar com mais precisão o tamanho, a forma e a contagem das partículas, revelando concentrações maiores do que as estimativas anteriores. Em água engarrafada, as nanoplásticas somaram concentrações aproximadamente o dobro das observadas na água tratada da torneira.

Os pesquisadores ressaltam que, embora a pesquisa sobre nanoplásticos ainda esteja em andamento, há evidências de que esse grupo de partículas pode impactar a saúde. A maior parte das evidências atuais aponta para efeitos potenciais, cuja natureza exata ainda não é totalmente compreendida.

Implicações e próximos passos

Dados indicam que as nanoplásticas podem compor uma parcela relevante das partículas plásticas presentes em amostras de água potável. A ausência de consenso sobre os impactos à saúde humana torna essencial o monitoramento contínuo e o desenvolvimento de métodos de mitigação.

A equipe enfatiza a necessidade de mais estudos para esclarecer mecanismos de exposição e possíveis efeitos biológicos. Enquanto isso, manter a qualidade da água exige aperfeiçoamento de técnicas analíticas e padrões regulatórios mais receptivos aos riscos associados às nanoplásticas.

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