- O estudo da Deloitte aponta que, se não houver ação climática pronta, a geração Alpha terá um custo de vida estimado em R$ 185 mil por pessoa até 2070, considerando o cenário atual de aquecimento global.
- A geração millennial enfrentaria cerca de R$ 130 mil e a geração Z, R$ 165 mil ao longo da vida, sob as mesmas projeções.
- Em dois cenários analisados, ações mais rápidas para zerar as emissões até 2050 podem reduzir esses custos a aproximadamente R$ 50 mil (millennials), R$ 70 mil (gen Z) e R$ 80 mil (gen Alpha).
- O estudo ressalta que custos vêm de queda de produtividade, danos a infraestrutura e imóveis, aumento de riscos à saúde e impactos no turismo e na agricultura, com piora para a geração Alpha sob o “negócio como está”.
Australia encara custos climáticos multigeracionais se não houver ação rápida
Um estudo divulgado por Deloitte aponta que a geração Alpha enfrentará uma conta de US$ 185 mil ao longo da vida, caso o país não acelere medidas contra a crise climática.
Segundo a modelagem, a média de custo para os millennials ficaria em cerca de US$ 130 mil, subindo para US$ 165 mil para a geração Z.
Para a geração Z australiana, a renda vitalícia pode cair em US$ 165 mil até 2070 sem ações globais mais firmes.
Quem nasceu entre 1997 e 2012, nos primeiros membros da Alpha, veria esse tributo chegar a US$ 185 mil por pessoa até 2070.
A estimativa abrange perdas de produtividade, danos a infraestrutura e imóveis, além de maiores custos de saúde. Eventos extremos afetam turismo e agricultura.
Rhiannon Yetsenga, diretora associada da Deloitte Access Economics, diz que a ação climática é questão de equidade intergeracional, não apenas ambiental.
Ela ressalta que para a geração mais jovem o clima já é um risco imediato, com impactos que podem frear o crescimento e elevar custos.
Se houver decisão para reduzir emissões e chegar ao net zero até a metade deste século, os custos evitados seriam de aproximadamente US$ 50 mil para millennials, US$ 70 mil para a geração Z e US$ 80 mil para Alpha.
O estudo compara dois cenários: um de prosperidade jovem insegura, com aquecimento baseado em políticas atuais, e outro seguro, com ação agressiva que reduz danos.
A análise estima a perda de PIB per capita ao longo das próximas décadas, descontando os impactos futuros para valores atuais por geração.
Intergeracionalmente, o modelo enfatiza que a ação fiscal sobre carbono é o caminho mais eficiente para reduzir emissões, embora ampliar o mecanismo de proteção também seja útil.
A equipe destaca a necessidade de uma visão holística de progresso, apontando que o modelo de crescimento não é sustentável sem redução de emissões.
Além disso, o relatório sugere que a transição verde pode abrir oportunidades, com investimentos em indústrias como ferro verde e minerais críticos.
Ken Henry, ex-secretário do Tesouro, comenta que o “peso intergeracional” com a continuidade dos impactos é evidente nos números apresentados.
Segundo ele, a falta de ação coloca riscos existenciais a longo prazo, elevando o conjunto de custos da inação.
A publicação enfatiza ainda que, embora o aquecimento global seja observado, grande parte do calor acumulado está no sistema terrestre distante da superfície.
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