- Rathlin Island, na Irlanda do Norte, ficou sem furões predadores após parceria de cinco anos de £4,5 milhões liderada pela RSPB NI.
- Os furões invasores foram implantados na década de oitenta para reduzir a população de lebres e, com o tempo, cresceram para mais de cento, ameaçando aves roostadas em tocas e de solo.
- O esforço envolveu 110 câmeras, drones térmicos e um labrador treinado, Woody, para localizar fezes de furões, com armadilhas e morte rápida para abater os animais.
- Desde a eliminação, sinalizações promissoras: seis corncraques machos em vocalização e بالنسبة de todoras que nidificam em tocas, com pombos e outras aves marinhas ganhando espaço.
- As ações continuam com checagens de biossegurança e câmeras com IA no porto de Rathlin e no porto de Ballycastle; há também um programa de erradicação de ratos invasores em andamento na ilha.
Rathlin Island, na Irlanda do Norte, tornou-se ferret-free após a realização de uma parceria de cinco anos, avaliada em £4,5 milhões, liderada pela RSPB NI. O objetivo foi eliminar ferrets predadores que ameaçavam aves marinhas e outras espécies.
O projeto Life Raft envolveu moradores, organizações de conservação e voluntários, além de Woody, um labrador treinado para farejar olabs de ferrets. A iniciativa diz respeito à maior colônia de aves marinhas da região e a espécies de solo que ali vivem.
O período de implementação começou no início da década de 2020 e culminou com a remoção dos últimos ferrets no verão passado. A ação foi acompanhada por monitoramento de densidade populacional e de impactos sobre as aves.
Como foi a operação
Foram instaladas 110 câmeras ao redor da ilha para vigilância constante, com uso de drones térmicos para detecção de animais. Woody atuou junto a equipes treinadas para identificar fezes e trilhas de ferrets.
As capturas ocorreram por armadilhas vivas, acionadas rapidamente pela equipe. Animais capturados foram abatidos de forma rápida, prática considerada mais humana pela organização.
Contexto e desdobramentos
Antes da erradicação, a população ferret excedia 100 indivíduos, atacando roedores e aves. Em 2017, um único animal matou 26 aves de uma colônia de pinguins-puffins em dois dias.
Rathlin abriga aves ameaçadas, como corncraques, falcões-peregrinos, chofas e mais de 250 mil aves marinhas. A campanha também integra ações de erradicação de ratos, com resultados ainda em acompanhamento.
Erin McKeown, gerente do Life Raft, ressaltou que o arquipélago é um refúgio vital para aves marinhas e que a comunidade precisa manter os ferrets afastados no futuro. Tom McDonnell destacou o impacto positivo para a vida selvagem e para criadores de galinhas na ilha.
Joanne Sherwood, diretora da RSPB NI, disse que a erradicação representa um marco mundial para conservação e que pinguins e outras aves poderão nidificar com mais segurança. A iniciativa utiliza governança local e parcerias regionais para manter o controle.
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