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Dia Mundial da Água: novas espécies em águas doces e ameaças crescentes

Mais de três centenas de peixes de água doce foram descritos em 2025, destacando biodiversidade e riscos de contaminação; reservas sob o leito atlântico podem afetar ecossistemas

Lake Victoria in Kenya. Image by Jozef020 via Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0).
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  • No Dia Mundial da Água, a ONU destaca três histórias recentes sobre ecossistemas de água doce, revelando avanços e riscos.
  • Em 2025, foram descritas mais de trezentas espécies de peixes de água doce, incluindo o loach de planície Yang’s (*Triplophysa yangi*) e o loach de caverna da montanha Sichuan (*Claea scet*), além de um peixe de 60 centímetros, o carpa-de-facho-em forma de foice (*Moxostoma ugidatli*) — o maior descrito na América do Norte no último século.
  • A possibilidade de construir uma usina nuclear em Lake Victoria, o maior lago de água doce da África, é um tema em avaliação na Kenia, o que levanta preocupações sobre contaminação se houver falhas na gestão de resíduos.
  • Além disso, pesquisadores descobriram grandes reservatórios de água doce sob o piso oceânico do Atlântico, formados há cerca de vinte mil anos, o que não recarrega naturalmente e pode afetar ecossistemas marinhos se extraídos.

Ao redor do mundo, a água doce continua sendo uma fração restrita do total de água disponível, concentrada principalmente em glaciares e sujeita a contaminação e uso excessivo. Em reconhecimento ao Dia Mundial da Água, a ONU destaca avanços e ameaças para ecossistemas de água doce.

Em 2025, cientistas descreveram mais de 300 peixes de água doce ainda não conhecidos pela ciência, marcando o terceiro melhor ano para esse registro desde 1758. Entre as espécies, destacam-se dois peixes cavernícolas na China, adaptados à escuridão permanente, e um peixe norte-americano de grande porte descrito nas Montanhas Apalaches.

A lista recente revela também o potencial impacto de atividades humanas sobre habitats aquáticos. Em entrevista à Mongabay, o porta-voz da SHOAL Conservation enfatizou que os rios e áreas úmidas continuam a surpreender pesquisadores, com novas espécies reveladas em várias regiões.

Riscos e debates sobre grandes reservatórios

Kenia avalia a possibilidade de instalar uma usina nuclear de 1.000 megawatts junto ao Lago Victoria, o maior lago de água doce da África, cuja extensão é comparável à da Irlanda. O lago alimenta o Nilo e é um dos polos de maior biodiversidade de peixes de água doce. A gestão inadequada de resíduos ou acidentes podem contaminar a água e as espécies locais.

Relatos indicam que a região abriga uma rica diversidade de peixes, o que motiva cautela quanto a impactos ambientais e sociais de qualquer empreendimento dessa natureza. Estudos de organizações ambientais citados pela Mongabay apontam a importância de avaliar efeitos sobre ecossistemas aquáticos e comunidades ribeirinhas antes de qualquer decisão.

Reservas subterrâneas sob o Atlântico

Pesquisadores identificaram grandes reservatórios de água doce sob o leito oceânico, em três locais próximos à costa nordeste dos Estados Unidos, durante perfurações para exploração de óleo e gás. O geofísico Brandon Dugan, co-chefe da expedição, descreveu o achado como um “acidente científico formidável”.

Segundo os resultados, um glaciar de cerca de 20 mil anos atrás pode ter deixado essas reservas sob o Atlântico. Diferentemente de aquíferos terrestres, esses reservatórios não recarregam naturalmente, e sua extração pode perturbar ecossistemas sensíveis do fundo do mar.

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