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Moradores plantam milhares de árvores para salvar casas de enchentes

Voluntários de Tal-y-bont plantam cinquenta mil árvores para reduzir enchentes, com barreiras de willow e monitoramento pela Woodland Trust e universidades

Linda Denton coordinates the Tal-y-bont Floodees, a group of volunteers who have planted thousands of trees
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  • Em junho de 2012, uma chuva intensa em 24 horas inundou 27 casas em Tal-y-bont, Ceredigion, com os rios Leri e Ceulan transbordando.
  • Após o dia devastador, moradores formaram o Tal-y-bont Floodees e plantaram milhares de árvores para reduzir o risco de enchentes no futuro; já são cerca de cinquenta mil árvores em cinco invernos.
  • As mudas — principalmente aceleira, visco e sabugueiro — são plantadas em terreno a mil pés de altitude, com o objetivo de desacelerar o escoamento da água e aumentar a absorção no solo.
  • A Woodland Trust fornece as árvores e financia a coordenação de Linda Denton, enquanto a iniciativa também envolve cercas de água vivas (leaky dams) feitas com estacas de salgueiro.
  • O governo regional apoia a iniciativa com financiamento para um estudo de defesa contra enchentes; especialistas apontam que soluções baseadas na natureza ajudam a reduzir a severidade das cheias, embora não as impeçam totalmente.

In junho de 2012, muita chuva caiu em 24 horas em partes do interior do País de Gales. A enxurrada transformou estradas em lagoas e inundou 27 casas na vila de Tal-y-bont, em Ceredigion, com os rios Leri e Ceulan transbordando. A reação comunitária foi imediata: a ideia de plantar árvores para reduzir o risco de novas enchentes ganhou força entre os moradores.

O grupo passou a se chamar Tal-y-bont Floodees e passou a plantar milhares de árvores. Inicialmente era alvo de 2 mil mudas no primeiro inverno; no fim, mais de 8 mil foram plantadas. Ao longo de cinco invernos, o grupo já totaliza cerca de 50 mil árvores.

Na prática, as mudas são plantadas em terreno a 1 mil pés de altitude, com atividades semanais, em qualquer tempo. A coordenação fica a cargo de Linda Denton, que explica o compromisso constante dos voluntários, mesmo em neve, com cancelamento apenas em ventos fortes ou frio extremo.

Medidas e impactos

A iniciativa recebe mudas nativas da Woodland Trust, financiadas pelo People’s Post Code Lottery, além de custear a atuação de Linda como gestora do projeto. A organização ressalta que há memória de enchentes na vila, o que motiva ações preventivas para o futuro.

Pesquisas indicam que a arborização próxima a rios pode reduzir picos de inundação ao diminuir a velocidade do escoamento, absorver água e evitar erosão. No entanto, estudos também alertam que soluções naturais nem sempre funcionam isoladamente.

O terreno em que trabalham pertence ao fazendeiro Rhodri Lloyd-Williams, que já planta árvores há anos. Ele destaca que a iniciativa oferece abrigo para o gado, facilita o manejo da pastagem e contribui para a sequestro de carbono, além de benefícios na mitigação de inundações.

Entre as ações adotadas pela comunidade estão também represas de água formadas por paliçadas de salgueiros, para reter parte do impulso hídrico. A experiência é monitorada pela Woodland Trust em parceria com universidades, em níveis regional e nacional.

As autoridades locais e regionais acompanham o projeto. A prefeitura de Ceredigion apoia a abordagem de gestão de enchentes baseada na natureza e financia estudos para um possível esquema de defesa contra inundações na área. As avaliações continuam em andamento, com vistas a ampliar e melhorar as ações.

A primeira temporada de plantio acontece até março; a equipe pretende replantar no final do ano. O grupo afirma que a iniciativa já ganhou vida própria, reunindo pessoas engajadas em ações práticas contra as mudanças climáticas e o risco de alagamentos.

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