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Fungos que aparecem após incêndios ajudam a restaurar ecossistemas

Fungos pirófilos nas cinzas de incêndios podem acelerar restauração de florestas e reduzir poluição, por duplicação de genes, reprodução sexual e transferência horizontal

Uma árvore queimada com fungo.
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  • Fungos pirófilos, cerca de cem espécies, prosperam nas cinzas de incêndios florestais e ajudam a restaurar ecossistemas ao decompor matéria orgânica carbonizada, liberando nutrientes para as plantas.
  • Pesquisas com 18 espécies, coletadas na Califórnia, analisaram DNA e mostraram como esses fungos resistem ao fogo, com estudo publicado em janeiro no Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).
  • A resistência aparece por três caminhos: duplicação de genes que codificam enzimas de digestão do carvão, reprodução sexual que aumenta variações genéticas e transferência horizontal de genes, muitas vezes de bactérias para fungos.
  • A transferência horizontal de genes entre reinos diferentes é destacada como mecanismo importante para que os fungos aprendam a se adaptar ao fogo.
  • Entender esses mecanismos pode levar a aplicações futuras, como uso desses fungos na limpeza de poluentes e na recuperação de paisagens poluídas, além de ajudar na restauração de florestas após queimadas.

Digerindo fuligem e carvão, fungos pirófilos proliferam nas cinzas de incêndios florestais. Cientistas avaliam que esses fungos podem ajudar a reduzir poluição humana ao acelerar a restauração de ecossistemas após flames.

A pesquisa foca cerca de 18 espécies pirófilas. Amostras foram coletadas em queimadas na Califórnia e cultivadas em laboratório por cinco anos. Os resultados foram publicados em janeiro no Proceedings of the National Academy of Sciences.

A ideia central é entender como essas espécies resistem ao fogo. Os fungos crescem a partir de cinzas, descompondo matéria carbonizada e liberando nutrientes. Assim, ajudam a recompor o solo e a vegetação.

A seguir, detalha-se como a resistência surgiu geneticamente nesses fungos, com base na análise de sequências de DNA. O estudo aponta três caminhos evolutivos principais.

Origens da resistência

Em um caminho, houve duplicação de genes. Cópias idênticas de genes associados à produção de enzimas de decomposição aumentam a digestão da matéria carbonizada.

Outra via envolve reprodução sexual. A recombinação de genes entre indivíduos da mesma espécie gera variações que aceleram mudanças metabólicas importantes para metabolizar carvão.

O terceiro caminho é a transferência horizontal de genes. Espécies distintas trocam trechos genéticos, algo comum entre bactérias, o que, em fungos, favorece a proteção contra o calor.

Implicações e aplicações

Entender esses mecanismos auxilia a planejar usos biotecnológicos dos fungos pirófilos. A capacidade de decompor carvão se relaciona a possíveis aplicações na limpeza de poluentes, como derramamentos de petróleo e resíduos da mineração.

Os pesquisadores ressaltam que o carvão encontrado nesses fungos é análogo a poluentes humanos presentes em ambientes degradados. Dominar esse metabolismo pode abrir caminho para estratégias de restauração de paisagens poluídas.

Sobre o estudo

A equipe analisou DNA de 18 espécies distintas, coletadas na Califórnia, e avaliou sua resposta a condições de fogo ao longo de cinco anos. As descobertas ajudam a explicar como a resistência evolui em ambientes de incêndio frequente.

O trabalho reforça o papel dos fungos na ecologia de restaurar ecossistemas após queimadas, além de apontar direções para futuras pesquisas aplicadas em recuperação ambiental.

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