- O atual heatwave no oeste dos EUA pode ter sido “virtualmente impossível” sem a crise climática, dizem cientistas.
- Temperaturas até 17ºC acima da média para março foram registradas em várias cidades, com pico de 30ºF acima do normal.
- Análise rápida aponta que, sem aquecimento global, o calor seria cerca de 0,8ºC mais baixo e menos extremo.
- O fenômeno deve continuar nos próximos dias, com previsão de mais altas temperaturas ao sul–oeste e possível expansão para as planícies e o sul.
- Até o final da semana, até 100 cidades podem atingir recordes de temperatura para o mês de março, impactando saúde pública e economia local.
O calor extremo que percorreu o oeste dos Estados Unidos nesta semana foi extraordinário, com temperaturas até 17°C acima da média para março. O evento ocorre a partir de uma massa de ar quente que permaneceu sobre a região, elevando níveis de calor a níveis raros para o mês.
Médicos, autoridades de saúde e o público foram alertados sobre riscos de doenças relacionadas ao calor, especialmente para populations vulneráveis. O tempo mais quente também provocou impactos econômicos, incluindo o fechamento ou redução de operações em resorts de esqui na Califórnia e na região de Tahoe.
Causa e avaliação dos cientistas
Um grupo internacional de pesquisadores avaliou o episódio em uma análise rápida. O estudo indica que, sem o aquecimento global, a vaga de calor teria sido aproximadamente 0,8°C mais baixa e ocorreria com menos intensidade. O trabalho cita que as mudanças climáticas tornam esse tipo de evento muito mais provável.
Os cientistas destacam que, com base em dados de previsões de cinco dias (18 a 22 de março) e simulações climáticas, o calor extremo ganhou força com a alta pressão atmosférica associada ao que chamam de cúpula de calor. A conclusão é que as mudanças no clima atual alargam a escala de temperaturas extremas.
Impactos e projeções
Segundo autoridades, mais calor é esperado nos próximos dias, com possíveis novos recordes em centenas de cidades até o fim da semana. A previsão aponta que as temperaturas continuem acima da média em partes do sudoeste e se estendam aos planaltos e ao sul dos EUA.
Os relatos de saúde pública indicam aumento de doenças relacionadas ao calor, especialmente entre grupos vulneráveis. Economias locais registraram impactos, com resorts locais reportando fechamento ou redução de atividades devido ao derretimento rápido de neve.
Observações finais
Analistas ressaltam que o aquecimento global está alterando padrões sazonais. As mudanças previstas para as próximas semanas indicam necessidade de políticas e ações adaptativas para trabalhadores ao ar livre e pessoas sem ar condicionado, conforme os pesquisadores.
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