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Macaco-narigudo na Tailândia reforça evidências de comércio ilegal transfronteiro

Encontrado na Tailândia, macaco de nariz proeminente reforça alerta sobre tráfico internacional de primatas

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  • Em 6 de janeiro, moradores da província de Samut Sakhon, na região central da Tailândia, encontraram um macaco probóscide ferido perto de um trilho de trem.
  • O animal foi levado a uma clínica e depois transferido ao centro de resgate Ban Pong, onde está em recuperação; é a primeira vez que a equipe atua com a espécie.
  • O proboscis monkey é ameaçado e endêmico de Bornéu; está listado no Apêndice I da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES), o que proíbe o comércio internacional, salvo para fins específicos.
  • Casos recentes indicam aumento do tráfico transfronteiriço de primatas não nativos para animais de estimação e zoos privados, com relatos também na Índia (Mumbai, 2024).
  • Não se sabe a origem do macaco, que pode ter fugido de comércio ilegal; autoridades destacam que provavelmente não retornará à vida selvagem, com discussão sobre possível repatriação ao seu habitat de origem.

O caso ocorreu em 6 de janeiro, quando moradores da província de Samut Sakhon, no centro da Tailândia, encontraram um macaco ferido perto de trilhos. O animal era de porte robusto, com pelagem marrom-avermelhada e nariz proeminente, característico da espécie probóscis. Eles o levaram para uma clínica local após acionar a linha de atendimento à vida selvagem.

O mamífero foi encaminhado ao centro de resgate Ban Pong, da Divisão de Parques Nacionais, Vida Silvestre e Conservação de Plantas (DNP). Lá, a equipe começou a reabilitação, sem registro de autorização de importação para a espécie. A existência de documentação é exigida por acordos internacionais, como o CITES, para qualquer comércio da espécie.

Os especialistas indicam que este é o primeiro encontro com um probóscis no centro de Ban Pong. A equipe de proteção da vida selvagem informou que não havia casos anteriores com essa espécie em seus registros, reforçando a natureza incomum da ocorrência.

A espécie está listada no Anexo I do CITES, o que torna o comércio internacional proibido, salvo para usos muito específicos, como conservação ou pesquisa. A falta de dados de importação no banco de dados do CITES levou os oficiais a suspeitar de tráfico ilegal.

Tom Taylor, da Wildlife Friends Foundation Thailand, avaliou o caso pela ótica da redução de incidência de animais não nativos no país. Segundo ele, a situação sugere fuga de animais provenientes do comércio ilegal de vida silvestre, o que é agravado pela dificuldade de manter tal espécie em cativeiro.

A entrada de animais não nativos para atendimento de coleções privadas e de zoológicos tem sido associada a um mercado que pode explorar falhas de fiscalização. Especialistas ressaltam que o probóscis exige cuidados específicos que tornam a sobrevivência em cativeiro desafiadora.

Um estudo divulgado em 2025 identifica aumento preocupante no comércio doméstico de probóscis e crescimento de animais mantidos em zoos internacionais. Pesquisadores destacam que o tráfico internacional é uma preocupação crescente para esta espécie.

Segundo Chris Shepherd, do Center for Biological Diversity, a presença de exemplares no país levanta questões sobre a origem e o fluxo de tráfico entre fronteiras. As autoridades acompanham o caso para esclarecer como o animal chegou a território tailandês.

No Ban Pong, o animal ferido recebeu tratamento imediato, incluindo isolamento de ferimentos nas mãos e na cauda. Devido a infecções, parte da cauda e de um dedo foram amputadas para evitar danos maiores. A dieta do probóscis é principalmente folhosa, o que orienta a alimentação na reabilitação.

Não há confirmação sobre a origem do exemplar nem de quem tenha a posse atual. Dadas as lesões e o fato de ter sido encontrado em trilhos, há a possibilidade de fuga de um veículo em movimento ou de uma travessia mal-sucedida entre áreas.

Embora seja improvável que o macaco retorne ao ambiente selvagem, autoridades tailandesas e indonésias discutirão a possibilidade de repatriação após a estabilização do estado de saúde. O caso evidencia a necessidade de ações mais fortes contra o tráfico transnacional de primatas.

fontes: autoridades locais, organizações de conservação e estudos publicados recentemente sobre o comércio de probóscis e retenção de animais exóticos.

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