- Em 18 de fevereiro, inspetores da alfândega do porto de Tanjung Priok, em Jacarta, desconfiaram de um contêiner de 20 pés com destino ao Camboja após revisar a documentação da exportadora PT TSR.
- A varredura mostrou três compartimentos de armazenamento, revelando 99 caixas com escamas de pangolim secas, totalizando 3.053 kg, avaliadas em 183 bilhões de rupiah.
- O contêiner continha, segundo a documentação, apenas pepinos do mar e macarrão instantâneo.
- Ninguém foi preso até o momento; a investigação busca identificar as partes envolvidas.
- A operação é descrita como uma das maiores apreensões de pangolins nos últimos anos; pangolins são protegidos pela legislação local e por acordos internacionais.
Oito ton mal anotado: quase 3,1 toneladas de escamas de pangolim foram apreendidas em um contêiner destinado ao Camboja, no porto de Tanjung Priok, em Jacarta, no fim de fevereiro. A operação, realizada pela alfândega, aponta para uma das maiores apreensões dessa espécie em anos.
O contêiner, de 20 pés, chamou a atenção após a análise de documentação do exportador PT TSR, que indicava apenas pepinos-do-mar e macarrão instantâneo. A varredura detectou três compartimentos ocultos, levando à inspeção física.
No total, foram encontrados 99 caixas com escamas secas, pesando 3.053 kg. A valorização da remessa pela alfândega atingiu 183 bilhões de rupias, cerca de 10,7 milhões de dólares. Não houve prisões registradas até o momento.
A investigação permanece em andamento para identificar os demais envolvidos, informou o funcionário da aduana Niko Budhi Darma, em 10 de março. A ONG Garda Animalia destacou a operação como uma das maiores dos últimos anos.
Segundo estimativas de pesquisadores, cada kilogram de escamas pode representar até cinco pangolins abatidos. Com a remessa, pode ter havido o destino de milhares de animais, reforçando a gravidade do tráfico.
Os pangolins são protegidos por leis nacionais desde 2018 no Brasil, e por acordos internacionais que proíbem o comércio global. A extensão da rede criminosa ainda é alvo de investigações.
Especialistas apontam dificuldades operacionais nas autoridades aduaneiras para desmantelar o comércio ilegal, especialmente com mercadorias inertes como as escamas, que dificultam a identificação em carga.
Organizações ambientais defendem a destruição transparente de escamas apreendidas e o endurecimento das sanções contra envolvidos na cadeia do tráfico.
Este caso ocorre em meio a crises migratórias de fiscalização em portos, onde autoridades reforçam cooperação para evitar o comércio de espécies protegidas. A reportagem não incluiu conclusões ou opiniões.
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