- Desabamento no aterro Bantargebang, maior de Jacarta, com uma montanha de lixo de cinquenta metros resultou em sete mortes e seis pessoas conseguiram escapar.
- Vítimas incluem dois motoristas de caminhão de lixo, três catadores e dois vendedores de barraca de comida que estavam próximos ao local no momento do desabastecimento.
- Autoridades iniciaram investigação por possível negligência. A prefeitura pretende pôr fim ao despejo a céu aberto. O aterro abriga oitenta milhões de toneladas de resíduos, muito acima da capacidade segura.
- Moradores relatam frustração com o risco contínuo e lembram desastres anteriores na região, como deslizamentos em 2003 e 2006; em janeiro de 2026 houve outro colapso que arrastou caminhões para um leito de rio.
- A longo prazo, a gestão de Jacarta planeja usar Bantargebang apenas para resíduos inorgânicos, fortalecendo a separação de lixo e potencialmente aproveitando a usina de combustível derivado de rejeitos em Rorotan, que processa até mil toneladas por dia.
O maior aterro de resíduos de Indonésia, o Bantargebang, em Jakarta, desmoronou após dias de chuvas intensas que deixaram a montanha de lixo saturada. O acidente custou a vida de sete pessoas, entre trabalhadores da coleta, catadores e trabalhadores de barracas de comida próximas ao local.
Segundo a direção de busca e resgate da capital, dois motoristas de caminhão, três catadores e dois comerciantes foram os que faleceram no desab. Seis moradores conseguiram escapar, e, até 10 de março, não houve registro de novos desaparecimentos pelas famílias das vítimas.
Contexto do aterro
O ministro do Meio Ambiente, Hanif Faisol Nurofiq, classificou o episódio como um alerta grave sobre a gestão de resíduos de Jakartam, destacando que o acidente expõe falhas no sistema. Em inspeção no local, ele pediu medidas imediatas para encerrar o despejo aberto e o acúmulo irregular de lixo.
De acordo com o ministério, o aterro ocupa hoje cerca de 80 milhões de toneladas de resíduos, número muito acima da capacidade segura. Nurofiq ressaltou que uma lei de 2009 prevê pena de 5 a 10 anos de prisão e multas de até 10 bilhões de rupias para negligência que resulte em morte, e que a pasta abriu uma investigação formal sobre possíveis falhas de gestão.
Desdobramentos e histórico
Moradores da região manifestaram frustração com o acúmulo contínuo de lixo sem tratamento adequado. A área do Bantargebang, com cerca de 110 hectares, já registrou deslizamentos decorrentes do acúmulo do material ao longo dos anos e, recentemente, em janeiro de 2026, houve desabamento que arrastou caminhões para o leito de um rio.
Especialistas apontam que o problema está na forma como a cidade encara os resíduos, tratando-os como descarte em vez de processamento. Sem redução na origem, os aterros tendem a acumular resíduos até chegar a alturas perigosas.
Como estratégia de longo prazo, o governo de Jakartá planeja transformar o Bantargebang para armazenar apenas resíduos inorgânicos. A ideia depende do fortalecimento da separação de materiais e da melhoria da instalação de combustível derivado de rejeitos, em Rorotan, na zona norte, com capacidade prevista de processar até 1.000 toneladas por dia.
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