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Judiciário indonésio ordena liberação de estudos de impacto do novo capital

Suprema Corte da Indonésia determina divulgação de avaliações ambientais de dois projetos em Nusantara, fortalecendo transparência pública

Tourists visit the Kusuma Bangsa Park in Nusantara. Image by Niken Sitoningrum/Mongabay Indonesia.
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  • A Suprema Corte da Indonésia determinou que o governo publique as avaliações de impacto ambiental dos projetos Sepaku Semoi Dam e Sepaku River intake, em Nusantara.
  • A decisão foi anunciada no Kejuaran de Informação (KIP) após ação movida pela Jatam, rede de defesa ambiental de East Kalimantan.
  • Os documentos visam avaliar impactos ambientais e sociais, incluindo o deslocamento de famílias Balik e a realocação de cerca de 35 tumbas de ancestralidade.
  • A decisão não exige a divulgação de documentos de engenharia; o governo ainda pode recorrer, possivelmente por meio de divulgação parcial ou revisão judicial.
  • O projeto Nusantara foi anunciado em 2019 por Joko Widodo e tem financiamento internacional, mas hoje enfrenta cortes de orçamento desde 2024 sob o governo de Prabowo Subianto, elevando incertezas sobre o andamento.

A Suprema Corte da Indonésia determinou que o governo divulgue as avaliações de impacto ambiental de dois projetos ligados à nova capital do país. A decisão foi tomada após ação da Jatam, rede de defesa ambiental, representando a sociedade civil de East Kalimantan. O caso foi lido no Information Commissioner (KIP) no início de março.

A obrigatoriedade alcança o Ministério das Obras Públicas e Habitação a publicação dos documentos sobre a Represa Sepaku Semoi e a tomada de água do rio Sepaku. Estes projetos são ligados a serviços públicos de água destinados à Nusantara, a nova capital, e à população adjacente.

O conflito envolve famílias Balik, comunidade indígena de Penajam Paser, estimada em cerca de 1.000 pessoas, cuja área foi afetada pela construção. A tomada de água prevê 16 quilômetros de tubulação até Nusantara, com capacidade de 3 mil litros por segundo. As pressões locais relatam deslocamentos de sepulturas de antepassados.

Os defensores de Jatam afirmam que a divulgação integral dos documentos é necessária para fiscalização pública. A organização já havia pedido publicização dos materiais há mais de dois anos, após o Ministério ter negado o acesso. A decisão não abrange documentos de engenharia da barragem nem dos dutos.

Na prática, a corte manteve a obrigatoriedade de transparência, mas não exigiu a divulgação de todos os documentos técnicos. A sentença pode reduzir as possibilidades de atraso, salvo a utilização de exceções por motivos de segurança nacional ou eventual revisão judicial.

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