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Grande parque eólico poderia impactar a ilha

Milhares contestam parque eólico da Orsted, apontando danos visuais, ambientais e ao turismo da Ilha de Man, enquanto avaliação pública segue em processo

Georgina O'Sullivan said the wind farm would be visible from Ramsey to Onchan
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  • O projeto de parque eólico de Orsted, chamado Mooir Vannin, tem milhares de pessoas contrárias, que dizem que devastaria a beleza natural da ilha.
  • A proposta prevê trezentos e cinquenta metros de altura por 87 turbinas, a seis a doze milhas da costa leste entre Maughold, com visibilidade de Ramsey a Onchan.
  • A oposição reuniu mais de quatro mil assinaturas por meio da campanha Not 4 IOM, que argumenta que os benefícios vão para o Reino Unido, enquanto a ilha suporta impactos visuais, ambientais e culturais.
  • Autoridades locais e comissários expressaram oposição, citando riscos ao turismo, pesca, vida marinha e ao status de biosfera reconhecido pela Unesco, além de questionarem os ganhos para a ilha.
  • A fase atual é um exame independente de seis meses; um parecer final será encaminhado aos ministros para decidir se o projeto avança, enquanto a empresa afirma que a produção pode chegar a 1,4 gigawatts.

Thousands of pessoas estão contra o plano de um grande parque eólico próximo à costa da Ilha de Man, afirmando que ele devastaria a beleza natural da região. A proposta envolve 87 turbinas entre seis e 12 milhas ao largo do leste, partindo de Maughold.

Georgina O’Sullivan, uma das fundadoras do grupo Not 4 IOM, reuniu mais de 4 mil assinaturas em uma petição contra o projeto Mooir Vannin. Ela sustenta que o benefício seria do Reino Unido, enquanto a ilha arcaria com os impactos visuais, ambientais e culturais.

Orsted afirma que o parque geraria energia para a ilha e para o Reino Unido, com um impulso econômico estimado de 2 bilhões de libras ao longo de 35 anos. A empresa garante contribuição para a segurança energética regional.

Porém, moradores apontam riscos ao turismo, à pesca e à vida selvagem, além de impactar o status de biosfera reconhecido pela UNESCO e as vistas costeiras. A escala do empreendimento também foi alvo de críticas.

Georgina O’Sullivan descreveu as turbinas de até 350 metros de altura como uma mudança notável, com alcance estimado a partir de Ramsey até Onchan. Ela defende que o projeto não traria retorno relevante para a ilha.

Representantes locais de Garff também expressaram oposição após reuniões públicas, citando preocupações ambientais e marinhas, bem como a possibilidade de a ilha não lucrar com a iniciativa.

Julie Pinson, que administra uma cafeteria em Laxey, ressalta a importância da linha costeira para o bem‑estar dos moradores e para o turismo, sugerindo que o projeto poderia comprometer a identidade da ilha.

Marinda Faragher, outra moradora de Garff, reclama do processo de planejamento e da representatividade das consultas, afirmando que a prefeitura foi acionada tardiamente.

O projeto está na fase inicial de um processo de exame independente de seis meses, aceito pelo governo da Ilha de Man no ano passado. Um parecer final será encaminhado aos ministros, que decidirão sobre a viabilidade.

Orsted afirma que a usina poderia gerar cerca de 1,4 gigawatts, suficiente para abastecer cerca de um milhão de domicílios. A empresa acrescenta que a maior parte da energia iria para o mercado do Reino Unido, com uma parcela de 6% a 8% destinada à ilha.

Jamie Baldwin, diretor de desenvolvimento, disse que o projeto reforçaria a economia local e a segurança energética, destacando a independência de combustíveis fósseis frente a oscilações de preços do petróleo e gás.

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