- Trinta e seis estados e governos locais ingressaram com ação contra a revogação, pela gestão Trump, da decisão de 2009 que apontava gases de efeito estufa como ameaça à saúde pública.
- A ação busca derrubar a revogação do veredito de 2009, que sustenta políticas para reduzir emissões de carros, usinas e outras fontes de gases warming.
- Organizações ambientais apresentaram demanda semelhante no mês passado.
- O grupo inclui Nova York, Los Angeles, San Francisco, Boston, Chicago e o Departamento de Proteção Ambiental da Pensilvânia, entre outros.
- Letitia James afirmou que a decisão ignora a crise climática; a Casa Branca não comentou; Obama criticou publicamente a medida.
Três dezenas de estados e governos locais apresentaram uma ação contra a decisão da administração Trump de revogar uma determinação científica histórica de Obama que apontava que os gases de efeito estufa representam risco à saúde pública. A contestação mira a revogação, ocorrida no mês passado, da chamada endangerment finding de 2009,ibase para políticas de redução de emissões de veículos, usinas e outras fontes de aquecimento global. Organizações ambientais apresentaram ação semelhante recentemente.
A ação, protocolada na US Court of Appeals, sustenta que a revogação violou dispositivos da Lei do Ar Limpo. O grupo que move a ação envolve 23 estados e 17 cidades, condados e agências estaduais, entre eles Nova York, Los Angeles, San Francisco, Boston, Chicago e o Departamento de Proteção Ambiental da Pensilvânia.
Letícia James, chefe da Procuradoria-Geral de Nova York, afirmou que a decisão desconsidera a realidade da crise climática, que já influencia a forma como vivemos. Em nota, a procuradora ressaltou que a medida dos EUA recua diante de proteções fundamentais da resposta federal às mudanças climáticas.
O governo federal não respondeu ao pedido de comentário imediato. A revogação foi anunciada como parte de um esforço de longa data da gestão Trump para desfazer políticas associadas a políticas democratas sobre mudanças climáticas.
A Casa Branca classificou a ação como um avanço regulatório, enquanto o ex-presidente Barack Obama e outros democratas rechaçaram a medida. Obama destacou, em publicação, que o país pode ficar mais vulnerável a ameaças climáticas e à saúde pública, associando o movimento a interesses de apontada indústria de combustíveis fósseis.
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