- O governo vai retirar o paywall de grandes partes do Land Registry para facilitar saber quem possui terras.
- O anúncio faz parte de um amplo plano de uso da terra na Inglaterra, que visa equilibrar alimento, habitação, energia e natureza.
- Estimativas indicam que apenas cerca de 1% da terra será usada para geração de energia renovável; grande parte seguirá para produção de alimentos.
- O novo mapeamento ajudará a medir restauração de peatlands para reduzir enchentes e apoiar a resiliência climática, com metas de acesso a áreas verdes em quinze minutos.
- O framework não imporá uso obrigatório da terra nem criará um programa nacional de conversão em sumidouros de carbono; será utilizado para orientar decisões locais e construtoras.
O governo vai eliminar o paywall de grandes trechos do Land Registry, facilitando a identificação de quem possui as terras na Inglaterra. A medida integra reformas para uso da terra e visa apoiar metas climáticas e de conservação.
O anúncio ocorre junto com a divulgação do novo framework de uso da terra, apresentado pela secretária ambiental Emma Reynolds. A proposta busca mapear áreas de uso agrícola, reservas naturais e terras degradadas para equilibrar alimentos, moradia, energia e indústria.
Segundo o governo, o acesso ampliado ajudará a entender a posse de áreas estratégicas, como bacias hidrográficas, moors de caça e pântanos. A mudança vem na esteira de um debate sobre quem controla a maior parte da terra no país.
O plano traça, pela primeira vez, metas sobre quanto terreno é necessário para atingir o net zero por meio de reflorestamento e restauração de pântanos, além da geração de energia a partir de solar e eólica. Estima-se que apenas 1% do território será dedicado à energia renovável.
A iniciativa também aponta para uma nova cartografia que permitirá avaliar como a recuperação de pântanos pode reduzir inundações, especialmente nas áreas montanhosas. A expectativa é de maiores recursos para planejamento costeiro e de cursos de água.
Atores e impactos
A imprensa destaca que a abertura do Land Registry pode aumentar a transparência sobre grandes proprietários, com implicações para políticas ambientais e agrícolas. Organizações de proteção ambiental defendem preservação de alimentos, preservando a produção agrícola junto de áreas naturais.
Entidades do setor agrícola expressam cautela: há temores de que a produção de alimentos seja prejudicada por políticas de conservação. Por outro lado, defensores da natureza afirmam que é possível conciliar proteção ambiental com produção agrícola responsável.
A equipe governamental afirma que o framework não imporá regras coercitivas sobre uso da terra. Não haverá mandatos nacionais para converter áreas em sumidouros de carbono, mas o instrumento deverá orientar construtoras a evitar zonas de inundação.
Perspectivas para o espaço urbano
A meta de garantir que a maioria das pessoas tenha acesso a espaços verdes em até 15 minutos de distância facilitará decisões locais. Conselhos municipais receberão ferramentas para identificar carências de áreas verdes e planejar investimentos.
Especialistas destacam que a reforma pode incentivar práticas agrícolas mais sustentáveis, como cultivo de leguminosas que fixam nitrogênio e reflorestamento para forragem, alimento humano e madeira. A priorização fica por conta dos governos locais.
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