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Clubes europeus criam Champions League do Ar Limpo, entenda

Clubes europeus lançam a Champions League do Ar Limpo para monitorar a qualidade do ar em estádios e arredores, mobilizando torcedores contra a poluição

Clubes como o Wolverhampton lançaram a Champions League do Ar Limpo — Foto: Getty Images
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  • Clubes europeus lançam a “Champions League do Ar Limpo” para monitorar a qualidade do ar em estádios e arredores, visando conscientizar torcedores sobre poluição.
  • Participam ADO Den Haag, Betis, Bohemian FC, Wolverhampton e a federação de futebol da Bulgária; o projeto recebeu financiamento da União Europeia.
  • Cada clube instalará dois monitores (no estádio e nos arredores) e os dados ficam disponíveis online; investimento aproximado foi de 15 mil euros por clube.
  • Os três poluentes em destaque são partículas finas, dióxido de nitrogênio e ozônio; a liga funciona como campeonato de sustentabilidade entre clubes.
  • A primeira edição começou em 2025, com plataforma em vigor desde março de 2026 e conclusão prevista para fevereiro de 2027.

A poluição do ar segue sendo um risco relevante para a saúde na Europa, e clubes de futebol criaram uma ação inédita para enfrentar o problema. A iniciativa, batizada de Champions League do Ar Limpo, reúne Betis, Wolverhampton e outras equipes para monitorar a qualidade do ar nos estádios e arredores, com o objetivo de conscientizar torcedores e comunidades sobre poluição.

O projeto envolve quatro clubes de quatro países, além de uma federação nacional: ADO Den Haag (Holanda), Betis (Espanha), Bohemian FC (Irlanda) e Wolverhampton (Inglaterra), mais a federação da Bulgária. Financiado pela União Europeia, o programa prevê instalação de monitores no estádio e em áreas próximas, com dados públicos apresentados em uma plataforma online.

Os monitores medem partículas finas, dióxido de nitrogênio e ozônio, fornecendo leituras em tempo real. Cada clube escolhe onde posicionar os equipamentos, tanto no interior quanto ao redor das praças esportivas. O investimento individual fica em torno de 15 mil euros por clube para dois monitores, segundo informações da iniciativa.

O Wolverhampton instalou sensores no Molineux, o Betis no Estádio La Cartuja e outras visitas ocorreram em estádios de diferentes cidades. A ideia é criar um “campeonato” de sustentabilidade, em que os clubes ganham posição na classificação conforme melhorar seus índices de qualidade do ar, promovendo também ações educativas para comunidades locais.

A organização afirma que a qualidade do ar é o maior risco ambiental para a saúde pública no Reino Unido, com estimativas de mortes prematuras ligadas à poluição a cada ano. Ainda conforme o grupo, eventos de grande circulação podem intensificar a exposição a poluentes, destacando regiões com tráfego intenso e vias próximas a áreas residenciais.

Além de monitoramento, o projeto prevê ações para ampliar o impacto ambiental positivo nas cidades. Entre as propostas estão parcerias com autoridades locais, uso de transportes com subsídio para torcedores e fechamento de ruas em dias de jogos para reduzir congestionamento ao redor dos estádios.

Em paralelo, a organização ressalta que o objetivo principal é educar e mobilizar a comunidade, estimulando a participação de fãs e de outros clubes. O consórcio já negocia com a UEFA para ampliar o alcance da iniciativa, com planos de incorporar novos clubes e países.

Poluição no Brasil também é tema relevante. Estudo recente aponta que a má qualidade do ar causou cerca de 320 mil mortes no país entre 2019 e 2021, com queimadas e desmatamento como principais fatores. Pesquisadores destacam que o monitoramento no Brasil ainda é reduzido e concentrado em capitais, com lacunas em regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Fonte: noticiário esportivo dedicado ao tema climático, e discussões sobre políticas públicas de qualidade do ar, com referência a dados da Agência Europeia do Ambiente e de especialistas nacionais.

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