- O número de nightjars registrado no South Downs National Park quase dobrou nos últimos cinco anos, com 78 aves no ano passado.
- O levantamento mapeou 109 territórios da espécie, o maior total já registrado, nas charnecas de baixa altitude do leste de Hampshire (inclui Woolmer Forest e Shortheath, Bramshott, Ludshott, Broxhead e Kingsley).
- Esforços de conservação para proteger e ampliar as charnecas baixas, aliados a ações de engajamento de rangers, contribuíram para a recuperação da população.
- Os nightjars são crepusculares, nidificam no chão e migram 4.000 miles (6.437 km) do Congo pela primavera, ficando entre abril e agosto.
- A espécie é classificada como âmbar na Lista Vermelha de Aves; existe o mito de que o animal suga leite de cabras, origem da expressão goatsucker.
O número de caprejos-do-norte, também chamados de nightjars, deve ter dobrado nos últimos cinco anos no South Downs National Park, conforme levantamento ambiental. Em 2023, 78 indivíduos foram registrados durante uma survey ecológica na região.
A pesquisa também mapeou 109 territórios de nightjar nas áreas de charnecas de baixa altitude no leste de Hampshire, incluindo Woolmer Forest e as commons de Shortheath, Bramshott, Ludshott, Broxhead e Kingsley. Os dados indicam o maior registro já feito na área.
A aumentação ocorre em meio a esforços de conservação que priorizam a proteção e ampliação das charnecas de baixa altitude, habitat essencial para o forrageio e a nidificação no solo. O Parque tem destacado a importância de manter o ambiente estável e livre de distúrbios.
Conservação e contexto
Os nightjars são aves crepusculares que se reproduzem no solo, aparecendo ao entardecer e caçando ao amanhecer. Anualmente, migram cerca de 6 mil quilômetros, vindo do Congo, entre abril e agosto. A ave é conhecida por várias alcunhas, entre elas a de goatsucker.
A população desses passeriformes é classificada como âmbar em listas oficiais de aves, indicando preocupação de conservação. Entre 1972 e 1992, houve queda de 51% devido à perda de woodland e de charnecas para agricultura e desenvolvimento.
Ranger de engajamento do SDNPA reforçou a importância do manejo do espaço natural local. A equipe incentiva moradores e visitantes a manterem cães conduzidos e a limparem resíduos, evitando impactos na fauna. A recuperação de nightjars tem sido acompanhada por sinais positivos de outras espécies, como woodlarks e Dartford warblers.
Perspectivas e cenário
O SDNPA aponta que a recuperação recente está ligada às ações de proteção das charnecas de baixa altitude, que hoje respondem por uma parte essencial do habitat dos nightjars. A região dos Downs está distribuída por Hampshire, West Sussex e East Sussex, com áreas de charnecas que são cada vez mais raras no parque.
Kirsty Murray, Engajement Ranger, descreveu o aumento como inspirador e destacou a colaboração com comunidades locais e parceiros para manter a biodiversidade. A expectativa é manter o ritmo do programa de manejo de habitat e continuar monitorando aves e espécies associadas.
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