- Apicultores do sudoeste relatam perdas de abelhas neste inverno em nível incomum; Dennis Kennedy perdeu 10 de 11 colmeias, cerca de 90%.
- A pesquisa da British Beekeeping Association aponta perdas médias nacionais pouco acima de 25% no último inverno, com o Sudoeste similar; a pior região foi o Sudeste, com quase 30%.
- Os dados deste inverno serão divulgados em agosto; espera-se que o Sul-Oeste seja muito superior ao de 2024/25.
- Governação local relata queda drástica; Ashley Tod diz que é “inusual” e Alasdair Bruce estima perdas de 80% em East Devon.
- Possíveis causas incluem tempo chuvoso persistente que impede voos de limpeza e forrageamento; Cornwall teve o inverno mais chuvoso já registrado e North Wyke (Devon) teve 40 dias de chuva consecutivos.
Beekepers no sudoeste da Inglaterra relatam perdas incomuns neste inverno, com alguns descrevendo a situação como devastadora. Dennis Kennedy perdeu 10 de suas 11 caixas de abelhas em Lukesland Gardens, Ivybridge, com as colmeias mortas ou abandonadas pelos insetos.
Kennedy afirma que perder 90% das abelhas é devastador para o manejo, especialmente para quem mantém as caixas como hobby. Ashley Tod, que atua na Dartmoor Beekeeping, aponta que invernos úmidos e amenos na região têm sido particularmente ruins neste ano.
A associação britânica BBKA mostra que as perdas nacionais ficaram pouco abaixo de 25% no inverno anterior, com números similares na região sul. A pior região foi o Sudeste, com quase 30% de queda.
Panorama regional
Representantes da comunidade de apicultura do leste de Devon indicam que não se lembram de perder tantas abelhas em três décadas. Alasdair Bruce estima perdas de 80% neste inverno e sugere que a tendência pode se repetir por toda a região.
Administradores apontam que, além do período chuvoso, há fatores adicionais como doenças e práticas agrícolas próximas que podem influenciar as perdas. Cornwall teve o inverno mais úmido já registrado, enquanto North Wyke, em Devon, registrou 40 dias consecutivos de chuva entre 31 de dezembro e 8 de fevereiro.
Tod explica que períodos de mau tempo reduzem a possibilidade de as abelhas realizarem voos de limpeza e forrageamento, prejudicando a nutrição da ninhada de primavera e a sobrevivência das colmeias durante o inverno. Esse atraso, segundo ele, afeta a proteína disponível para as abelhas se manterem ativas.
Dados oficiais deste inverno devem ser divulgados apenas em agosto, mas espera-se que as perdas na região sudoeste superem as registradas em 2024/25. Profissionais ouvidos pela reportagem relatam, em comum, um cenário de tensões e números mais altos que em anos anteriores.
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