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Guerra no Irã expõe dependência de combustíveis fósseis, diz ONU

Conflito no Irã é lição sobre dependência de combustíveis fósseis; a UE vê alta de preços do gás e aposta em renováveis para segurança energética

Smoke billows from a chimney at a combined-cycle gas turbine power plant in Drogenbos, Belgium January 16, 2024. REUTERS/Yves Herman/File Photo
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  • O conflito com o Irã é visto pela UN como lição clara sobre os riscos de depender de combustíveis fósseis, reforçando a necessidade de reduzir petróleo e gás nas economias.
  • Na União Europeia, os preços de gás subiram cerca de cinquenta por cento nas últimas duas semanas devido à crise no Oriente Médio.
  • O secretário-executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), Simon Stiell, afirma que a dependência de combustíveis fósseis compromete a segurança nacional e a soberania, deixando consumidores sob choque geopolítico e volatilidade de preços.
  • A UE importa mais de noventa por cento do petróleo e oitenta por cento do gás, e os líderes buscam medidas emergenciais para proteger consumidores de novos picos de preços.
  • A Comissão Europeia defende, a longo prazo, a substituição de combustíveis fósseis por energias renováveis e nuclear para segurança energética, enquanto governo de alguns países — como Itália e Hungria — pressionam por relaxar políticas climáticas de curto prazo.

A disruptura nos mercados de energia provocada pela guerra no Irã é apresentada pela secretária-executiva da UNFCCC como uma lição clara sobre os riscos de depender de combustíveis fósseis. Em tom de alerta, a dirigente afirma que a situação reforça a necessidade de os governosbuscarem reduzir a exposição a petróleo e gás.

Embora distante geograficamente do conflito, a União Europeia sentiu o efeito por meio do aumento dos preços globais da energia. Nos últimos 15 dias, os preços do gás na região subiram cerca de 50%, ampliando a pressão sobre consumidores e setores produtivos.

Segundo Simon Stiell, a dependência de combustíveis fósseis compromete a segurança nacional e a soberania, tornando a Europa mais vulnerável a choques geopolíticos e à volatilidade de preços. A UE depende hoje de fontes externas para a maior parte de seu petróleo e gás.

Dados oficiais indicam que a UE importa mais de 90% do petróleo e 80% do gás consumido, elevando a exposição a eventos internacionais que afetam o abastecimento. Em resposta, líderes europeus discutem medidas emergenciais para proteger consumidores das altas tarifas.

A Comissão Europeia mantém, a longo prazo, a estratégia de substituir combustíveis fósseis por energia renovável e nuclear produzida localmente, visando maior segurança energética e menor volatilidade de preços.

Entretanto, governos como Itália e Hungria têm pressionado Bruxelas a flexibilizar políticas climáticas para oferecer alívio de custos às indústrias, especialmente no curto prazo. Tais pedidos são vistos como resistência a medidas de transição.

Stiell enfatiza que a transição para fontes como vento e sol pode reduzir custos no futuro, criar empregos em tecnologias limpas e assegurar fornecimentos estáveis. A abordagem renovável é apresentada como caminho para evitar crises energéticas repetidas.

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