- Em fevereiro, o African Centre for Biodiversity (ACB) informou que concentrations de glyphosate em trigo e milho excedem os limites de resíduos e que traços foram encontrados em pão e em cereais para bebês.
- ACB pediu à pasta da agricultura da África do Sul a deregistração e a proibição do glyphosate e de herbicidas à base dele, mas a medida ainda não foi adotada.
- O glyphosate é o ingrediente ativo do Roundup e costuma ser aplicado em culturas geneticamente modificadas; há preocupações sobre efeitos na saúde humana, incluindo possível relação com doenças neurodegenerativas.
- Em 2015, a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer classificou o glyphosate como provável carcinogênio para humanos.
- A população sul-africana enfrenta insegurança alimentar, estimada em 15-16 milhões de pessoas, e a ACB afirma que o glyphosate não deve entrar na alimentação.
O grupo de vigilância ambiental Asiático (ACB) informou na edição de fevereiro que o glyphosate foi encontrado em alimentos básicos sul-africanos, incluindo trigo e milho, com concentrações acima dos limites de resíduos. Também detectaram traços em pão e em cereais infantis. A descoberta gerou preocupações sobre a alimentação de bebês.
Segundo a ACB, a presença do herbicida em cereais infantis é especialmente alarmante, já que bebês são mais vulneráveis a impactos na saúde e no desenvolvimento. A instituição aponta que o glyphosate atua como disruptor endócrino e requer esclarecimentos das autoridades.
A ACB formalizou um pedido à pasta da agricultura da África do Sul para o deregistro e a proibição do glyphosate e de herbicidas à base de GBHs. Até o momento, o Ministério não tomou uma decisão pública sobre o tema.
O composto é o ingrediente ativo do Glyphosate, presente em muitos herbicidas amplamente utilizados, inclusive na agricultura com cultivos geneticamente modificados. Dados locais indicam uso intenso e uma prática comum na produção de alimentos.
A organização questiona a aprovação do uso do glyphosate em trigo no país e busca respostas sobre como o veneno chegou aos produtos identificados. A ACB também ressaltou a necessidade de maior proteção à saúde pública.
A chancela internacional sobre o glyphosate envolve organismos como a IARC, ligada à OMS, que classifica o composto como provável carcinogênico. Em tribunais norte-americanos, Bayer enfrenta ações coletivas ligadas a casos de linfoma não-Hodgkin.
O governo dos EUA, em fevereiro, anunciou medidas para incentivar a produção de glyphosate, o que a ACB afirma desejar evitar na África do Sul para não comprometer a segurança alimentar local. O debate acompanha tensões econômicas e sanitárias.
Na prática, dados oficiais na África do Sul associam a fome e a insegurança alimentar a um contingente estimado entre 15 e 16 milhões de pessoas. ACB defende que o glyphosate não é a solução para a segurança alimentar do país.
A associação ressaltou que alimentos devem manter perfil nutricional adequado, com níveis adequados de micronutrientes. A iniciativa enfatiza a necessidade de investigação rigorosa sobre a contaminação por glyphosate em cadeias de produção de trigo, milho e derivados.
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