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Glifosato em cereal infantil sul-africano leva grupo de vigilância a pedir proibição

Glyphosate encontrado em cereais para bebê na África do Sul levanta alerta de saúde e pedido de banimento de GBHs pela ONG responsável

A family eating bread and cereal, they type of products found to contain glyphosate in South Africa. Image courtesy of Katrin Bolovtsova via Pexels.
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  • Em fevereiro, o African Centre for Biodiversity (ACB) informou que concentrations de glyphosate em trigo e milho excedem os limites de resíduos e que traços foram encontrados em pão e em cereais para bebês.
  • ACB pediu à pasta da agricultura da África do Sul a deregistração e a proibição do glyphosate e de herbicidas à base dele, mas a medida ainda não foi adotada.
  • O glyphosate é o ingrediente ativo do Roundup e costuma ser aplicado em culturas geneticamente modificadas; há preocupações sobre efeitos na saúde humana, incluindo possível relação com doenças neurodegenerativas.
  • Em 2015, a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer classificou o glyphosate como provável carcinogênio para humanos.
  • A população sul-africana enfrenta insegurança alimentar, estimada em 15-16 milhões de pessoas, e a ACB afirma que o glyphosate não deve entrar na alimentação.

O grupo de vigilância ambiental Asiático (ACB) informou na edição de fevereiro que o glyphosate foi encontrado em alimentos básicos sul-africanos, incluindo trigo e milho, com concentrações acima dos limites de resíduos. Também detectaram traços em pão e em cereais infantis. A descoberta gerou preocupações sobre a alimentação de bebês.

Segundo a ACB, a presença do herbicida em cereais infantis é especialmente alarmante, já que bebês são mais vulneráveis a impactos na saúde e no desenvolvimento. A instituição aponta que o glyphosate atua como disruptor endócrino e requer esclarecimentos das autoridades.

A ACB formalizou um pedido à pasta da agricultura da África do Sul para o deregistro e a proibição do glyphosate e de herbicidas à base de GBHs. Até o momento, o Ministério não tomou uma decisão pública sobre o tema.

O composto é o ingrediente ativo do Glyphosate, presente em muitos herbicidas amplamente utilizados, inclusive na agricultura com cultivos geneticamente modificados. Dados locais indicam uso intenso e uma prática comum na produção de alimentos.

A organização questiona a aprovação do uso do glyphosate em trigo no país e busca respostas sobre como o veneno chegou aos produtos identificados. A ACB também ressaltou a necessidade de maior proteção à saúde pública.

A chancela internacional sobre o glyphosate envolve organismos como a IARC, ligada à OMS, que classifica o composto como provável carcinogênico. Em tribunais norte-americanos, Bayer enfrenta ações coletivas ligadas a casos de linfoma não-Hodgkin.

O governo dos EUA, em fevereiro, anunciou medidas para incentivar a produção de glyphosate, o que a ACB afirma desejar evitar na África do Sul para não comprometer a segurança alimentar local. O debate acompanha tensões econômicas e sanitárias.

Na prática, dados oficiais na África do Sul associam a fome e a insegurança alimentar a um contingente estimado entre 15 e 16 milhões de pessoas. ACB defende que o glyphosate não é a solução para a segurança alimentar do país.

A associação ressaltou que alimentos devem manter perfil nutricional adequado, com níveis adequados de micronutrientes. A iniciativa enfatiza a necessidade de investigação rigorosa sobre a contaminação por glyphosate em cadeias de produção de trigo, milho e derivados.

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