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Estudo aponta aquecimento do planeta em ritmo sem precedentes

Estudo revela aceleração do aquecimento global desde 2015, com possibilidade de ultrapassar 1,5 °C antes de 2030, mesmo após corrigir efeitos do El Niño

Fotografia de um sol vermelho, na cidade vapor e gases de escape sobem de diferentes empresas em um frio dia de inverno.
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  • Novo estudo aponta que o aquecimento global quase dobrou desde 2015, passando de cerca de 0,2°C por década para aproximadamente 0,35°C por década.
  • Os autores ajustam os dados para remover efeitos naturais, como El Niño, vulcões e variações solares, para medir apenas o impacto humano.
  • Se esse ritmo continuar, o planeta pode ultrapassar o limite de 1,5°C previsto no Acordo de Paris antes de 2030, com projeções indicando pode ocorrer já em 2028 em algumas bases de dados.
  • Em 2023, 2024 e 2025 foram três dos anos mais quentes já registrados, mesmo com correções pelo El Niño; o estudo destaca aceleração significativa do aquecimento com alta confiabilidade estatística.
  • A publicação, na Geophysical Research Letters, ressalta que reduzir rapidamente as emissões de CO₂ é essencial para frear essa aceleração e evitar pontos de não retorno nos ecossistemas.

Desde 2015, o ritmo de aquecimento global quase duplicou o valor observado nas décadas anteriores, aponta estudo publicado no Geophysical Research Letters. A pesquisa tenta separar a influência humana do “ruído” de fatores naturais.

Os autores analisaram cinco grandes bases de dados de temperaturas globais e removeram efeitos de ciclos naturais, como atividade solar, vulcânica e El Niño. O objetivo foi medir o impacto humano no aquecimento.

Na prática, o estudo sustenta que 0,35 °C por década ocorreu entre 2013 e 2014, o maior patamar desde 1880. Esse ajuste eleva o aquecimento para níveis acima da média histórica.

Metodologia e principais descobertas

O artigo utiliza dados de cinco bases para avaliar o aquecimento humano, descontando variações naturais. O resultado mostra aceleração com elevado grau de confiança estatística, superior a 98%.

Se o ritmo atual persistir, o limite de 1,5 °C estabelecido pelo Acordo de Paris pode ser ultrapassado já antes de 2030, segundo os autores. O documento reconhece que a velocidade depende da redução de emissões.

Implicações e próximos passos

Os pesquisadores ressaltam que, apesar da incerteza sobre quais fatores aceleram o aquecimento, a tendência é de maior vulnerabilidade climática. A aceleração complica metas de mitigação globais.

Stefan Rahmstorf, coautor, afirma que reduzir drasticamente as emissões de CO2 é determinante para frear o aquecimento a longo prazo. A análise não aponta causas específicas, apenas sinaliza a tendência.

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