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Quase 3/4 das florestas da Inglaterra são inacessíveis ao público, diz estudo

Três quartos das florestas da Inglaterra são inacessíveis ao público, impulsionando o debate sobre direito de passagem e possíveis impactos à saúde pública sem natureza

A rare piece of accessible forest in Devon.
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  • Estudo da Forest Research aponta que 73% das florestas da Inglaterra são de acesso público inadequado ou inexistente.
  • Muitas áreas são utilizadas para interesses comerciais, como caça a faisões e plantações de madeira, tornando-as inviáveis para visitação.
  • Grande parte das árvores antigas da lista da Woodland Trust também não é acessível ao público.
  • Ampliação do acesso é defendida por defensores do direito de passagem, que pedem uma legislação de direito de circular pelas florestas locais.
  • O governo divulgou planos de criar nove caminhadas fluviais e três florestas nacionais, enquanto os defensores preparam ações de invasão pacífica em várias regiões.

Nearly três quartos das florestas da Inglaterra são inacessíveis ao público, aponta estudo encomendado pelo governo. A pesquisa, realizada pelo Forest Research, aponta que 73% das áreas florestais estão fora do alcance de moradores e visitantes.

O levantamento revela ainda que mais de um terço das árvores antigas registradas pela Woodland Trust não são acessíveis ao público. Grandes áreas são utilizadas para interesses comerciais, como caça de faisões e plantações de madeira.

Autoridades destacam que muitas florestas ficam restritas para fins empresariais, o que dificulta o acesso a espaços naturais. Já o grupo Woodland Trust ressalta a importância de conscientizar sobre árvores centenárias, muitas em locais de difícil visitação.

Caminho para o direito de passagem

Campanhas pró-direito de livre circulação defendem que o governo crie uma legislação de right-to-roam, permitindo percorrer florestas locais sem desrespeitar propriedades. A proposta ganha apoio entre parte da sociedade civil, mas enfrenta resistência de proprietários.

O Partido Trabalhista, antes, apoiava um modelo à la Escócia, com visitação ampla desde que não houvesse dano a atividades agrícolas. Em resposta a pressões, o governo sinalizou medidas alternativas, como percursos de nariz de água e florestas nacionais adicionais.

Além disso, o movimento Right to Roam planeja uma série de ações coletivas em bosques de diversas regiões, entre março e abril. As atividades envolvem caminhadas em áreas tradicionalmente fechadas ao público.

Impactos e próximos passos

Especialistas apontam que o acesso a áreas naturais está ligado à saúde física e mental, com evidências de benefícios de perto de parques e verde urbano. Organizações defendem que a política pública pode reduzir desigualdades regionais no acesso à natureza.

O governo afirma que o objetivo é ampliar espaços verdes acessíveis, destacando iniciativas para regiões rurais e urbanas. A discussão sobre o direito de passagem segue recebendo atenção de parlamentares e entidades ambientalistas.

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