- A mineração de Hail Creek, em Queensland, recebeu aprovação para expandir e estender sua vida útil até 2038, com extração de mais 24 milhões de toneladas de carvão.
- A expansão permitirá o desmatamento de 600 hectares de habitat de coalas, considerado nacionalmente significativo pelos especialistas.
- A decisão foi tomada pelo governo do estado de Queensland; a extensão foi encaminhada ao governo federal para avaliação sob leis nacionais ambientais.
- Grupos ambientalistas solicitaram intervenção federal, argumentando que o projeto aumenta as emissões de metano, um potente gás de efeito estufa.
- A Vale a pena mencionar que a mineradora Glencore afirma estar gerenciando emissões de acordo com mecanismos nacionais e implementando planos de redução de gases de efeito estufa.
O governo de Queensland aprovou a expansão da mina de carvão Hail Creek, em Mackay, central, operada pela Glencore. O projeto amplia a área de atuação da mina, estende sua vida útil até 2038 e prevê a extração de mais 24 milhões de toneladas de carvão. A aprovação envolve a supressão de 600 hectares de habitat de coalas, considerado de importância nacional.
Conservação ambientalista e grupos comunitários pedem intervenção federal. A extensão está sob análise do governo nacional para verificar a necessidade de avaliação sob leis ambientais federais. A Coalização ambiental afirma que a emissão de metano da mineradora é responsável por uma parcela relevante das emissões do setor.
Especialistas alertam para o impacto climático: o metano é um poluente de alta performance e contribui para o aquecimento global na comparação com o dióxido de carbono. Pesquisas da ONU indicam que as emissões do Hail Creek podem estar subnotificadas, segundo defensores do meio ambiente.
A aprovação gerou repúdio de organizações como Lock the Gate Alliance e a Conservação Queensland, que questionam a destruição de habitat de coalas e o custo social de desastres climáticos. Questiona-se também o papel do governo estadual diante de eventos extremos ocorrentes na região.
Em nota, a Glencore afirmou que a mina continua a gerenciar e reduzir as emissões, conforme o mecanismo nacional de salvaguarda. O projeto inclui planos de redução de gases de efeito estufa e estudos de pré-drenagem de gases, além de revisões de tecnologias de abatimento.
O governo federal foi consultado para comentar, assim como os departamentos de meio ambiente dos governos estadual e federal. A decisão final sobre eventual avaliação sob leis ambientais federais ainda não foi comunicada.
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