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Casas em Londres sofrem superaquecimento devido às mudanças climáticas

Londres enfrenta aquecimento interno em imóveis; plano da prefeitura prevê espaços frios, água e árvores para reduzir ilha de calor, equilibrando soluções ativas e passivas

Homes in London can be up to 10 degrees warmer than in the suburbs or the countryside
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  • Londres enfrenta risco de superaquecimento em residências devido ao calor extremo, efeito ilha de calor e densidade de construções; mais de 10% das mortes por calor no Reino Unido em 2022 ocorreram na capital.
  • A City Hall está preparando o London Heat Risk Delivery Plan, que pode incluir espaços de refrigeração, milhares de pontos de reabastecimento de água e plantio de milhares de árvores.
  • O London Plan incentiva medidas de resfriamento passivas, como árvores, telhados verdes e sombreamento, em vez de soluções ativas como ar-condicionado.
  • Apenas 5% das residências britânicas possuem ar-condicionado; especialistas defendem combinar medidas ativas e passivas para lidar com temperaturas extremas.
  • Há críticas às regulações atuais, que, segundo especialistas, criam contradição entre critérios de iluminação e de resfriamento, exigindo equilíbrio entre janelas grandes e controle solar.

O aumento do calor extremo em Londres está elevando o risco de aquecimento dentro de moradias, segundo a Assembleia de Londres. O problema é ligado à densidade de edificações e a um sistema de planejamento defasado.

Dados do City Hall indicam que mais de 10% das 3.271 mortes por calor registradas no Reino Unido em 2022 ocorreram na capital. A cidade encara o efeito de ilha de calor urbano pela concentração de ruas e prédios.

A administração municipal trabalha na London’s Heat Risk Delivery Plan, que pode prever espaços de resfriamento, milhares de pontos de recarga de água e a plantação de milhares de árvores.

O que já existe e o que se busca

A Comissão de Planejamento e Regeneração da London Assembly analisa como o calor afeta o estoque habitacional, quem é mais vulnerável e quais medidas elevam a resiliência das casas.

Atualmente, a London Plan incentiva soluções de resfriamento passivo, como árvores, telhados verdes e sombreamento, em vez de sistemas ativamente operacionais como ar condicionado.

A previsão de 2021 para o plano destaca que medidas ativas representariam alto consumo de energia e, em operação convencional, poderiam piorar o efeito de ilha de calor.

Estes dados apontam que apenas 5% das residências no Reino Unido têm ar condicionado, segundo o documento.

Ed Hezlet, da Centre for British Progress, defende que o AC tem espaço, especialmente com o aumento de temperaturas, para evitar dispositivos ineficientes em massa.

Ele afirmou que medidas ativas são importantes para cenários de picos extremados de calor.

Visões acadêmicas sobre soluções

Anna Mavrogianni, da University College London, cita pesquisa que mostrou alta de quase sete vezes na instalação de AC entre 2011 e 2022, sinal de fenômeno que não pode ser ignorado.

Ela sustenta que cooling ativo e passivo devem trabalhar juntos, e não em uma hierarquia rígida.

Dr Joel Callow, da Beyond Carbon, critica regras atuais por criarem contradições entre permitir mais janelas amplas para luminosidade e exigir controles de sombreamento para resfriamento.

Callow aponta que o sistema de planejamento pode dificultar o uso de sombreamento por questões estéticas, impactando a refrigeração de apartamentos modernos.

Mavrogianni acrescenta que há foco excessivo em grandes áreas envidraçadas sem controles de sombreamento, o que aumenta o ganho solar.

Ela observa ainda que janelas podem ser fonte relevante de calor, especialmente quando não permitem abertura para ventilação.

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