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Venda de venenos para ratos pode ser restrita para proteger a vida selvagem australiana

Autoridade regulatória propõe classificar rodenticidas de segunda geração como produto restrito, limitando venda a profissionais licenciados e retirando-os de supermercados

Australian native animals including tawny frogmouths, powerful owls and quolls have been found dead after eating poisoned rats and mice.
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  • A Australian Pesticides and Veterinary Medicines Authority recomendou declarar os rodenticidas de segunda geração (SGARs) como produtos químicos restritos, para limitar o acesso apenas a profissionais licenciados.
  • Se aprovado, os venenos para ratos deixariam de ficar nas prateleiras de redes como Bunnings, Coles e Woolworths, passando a ser vendidos apenas a profissionais licenciados.
  • A partir de 24 de março, os SGARs não podem ser usados ao ar livre nem por mais de 35 dias consecutivos; as iscas devem ficar em estação de isca à prova de adulteração e os consumidores devem receber as instruções de uso em formato impresso.
  • A decisão acompanha a avaliação de que os SGARs representam risco inadequado à vida selvagem, com relatos de mortalidade de aves e marsupiais que se alimentaram de roedores contaminados.
  • Empresas do varejo responderam de formas diversas: Bunnings e Woolworths disseram que vão seguir as orientações e consultar fornecedores; Coles ainda não comentou; alternativas sem antibloquetais, radares ultrassônicos e armadilhas também são citadas.

O regulador australiano recomendou restringir o uso de rodenticidas anticoagulantes de segunda geração (SGARs) e torná-los produtos restritos. A medida visa limitar a venda apenas a profissionais licenciados, retirando os venenos de prateleiras de supermercados e varejistas. A APVMA anunciou a recomendação após avaliação que apontou riscos ao fauna australiana.

A decisão ocorre após anos de pressão de conservacionistas e cientistas sobre o impacto de nossos roedores na vida silvestre. Espécies como corujas-pescadeiras,седentas poderosas e quolls já foram encontradas mortas após consumir roedores contaminados.

O que muda na prática envolve novas condições de venda e uso. A partir de 24 de março, os SGARs não poderão ser usados ao ar livre nem por períodos superiores a 35 dias. As iscas devem ficar em locais protegidos contra adulteração. Varejistas devem fornecer instruções impressas aos consumidores.

A APVMA também recomendou que, se o governo federal e estaduais aprovarem, os produtos se tornem material restrito. Nesse cenário, apenas profissionais licenciados teriam acesso aos venenos. A Bunnings afirmou que seguirá as orientações e avalia impactos. Woolworths disse que consulta fornecedores e oferece alternativas como ultrassônicos, armadilhas e SGARs sem anticoagulantes de segunda geração.

Implicações para varejo e público

  • Varejo: retirada de prateleiras de grandes redes; venda apenas a profissionais licenciados.
  • Público rural: necessidade de buscar opções alternativas para controle de roedores.
  • Fiscalização: cumprimento das novas regras e disponibilização de instruções formais aos clientes.

Especialistas ouvidos destacam benefícios para a fauna. A CEO da BirdLife Australia, Kate Millar, reforçou que a medida tem embasamento científico consistente e aguarda aprovação governamental. Uma interventora de vida selvagem de Sydney relatou impactos diretos de toxins nos animais atendidos.

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