- Jo Oliver, carpinteiro de conservação, trabalha em Base A, Port Lockroy, na Antártida, para tornar as estruturas mais resistentes às mudanças climáticas.
- Em um projeto de três anos com o UK Antarctic Heritage Trust (UKAHT), a equipe realiza reparos, manutenção e conta pinguins gentoo na área.
- O aumento de chuva e neve, associado ao aquecimento global, tem causado deterioração em prédios que remontam a 1944.
- O trabalho ocorre em condições extremas: dia quase contínuo, temperaturas abaixo de zero e sem água encanada ou sanitário; Oliver viajou 9 mil milhas até a região.
- O UKAHT procura cinco membros para a próxima fase de seis meses em Port Lockroy; inscrições vão até 15 de março.
Um carpinteiro conservacionista viajou à Antártida para ajudar a tornar a base científica britânica mais resistente às mudanças climáticas. Jo Oliver, de Wedmore, Somerset, aponta que o Base A, em Port Lockroy, recebe mais neve e chuva, desgastando as edificações já antigas.
O trabalho integra um projeto de três anos com a equipe da UK Antarctic Heritage Trust (UKAHT). A missão inclui reparos e manutenção em prédios que remontam a 1944, além de registrar a população de pinguins-gentoo na região, em condições de luz constante, temperaturas a zero grau e sem água encanada ou sanitários.
Jo Oliver se afastou de casa em janeiro, percorrendo cerca de 9 mil milhas para integrar a equipe. O retorno está previsto para este mês, com o objetivo de tornar as estruturas mais robustas frente ao aquecimento rápido da Península Antártica.
Objetivos do projeto
A iniciativa afirma que o aquecimento eleva a deterioração estrutural das construções, que foram erguidas em momentos de menor precipitação. O foco é torná-las mais resistentes a condições climáticas futuras, com reformas e monitoramento contínuo.
Recrutamento e continuidade
A UKAHT pretende ampliar a equipe para um novo ciclo de seis meses, com inscrições encerrando em 15 de março. A organização busca cinco profissionais para atuar a partir de novembro de 2026, mantendo a preservação do patrimônio, fauna e ambiente de Port Lockroy.
Sobre Port Lockroy
Porto de envio de correspondências origina o que hoje é também o Posto mais ao sul do mundo e um museu. O trabalho de preservação envolve proteger o museu, o patrimônio histórico e a vida selvagem, segundo a diretora-executiva Camilla Nichol.
Entre na conversa da comunidade