- Marineland, em Ontario, encerrou as atividades com cetáceos e ainda abriga 30 belugas, quatro golfinhos, três focas e duas sea lions, cuja sorte permanece incerta.
- O governo canadense deu aprovação parcial para transferir esses animais para instituições nos Estados Unidos credenciadas pela Association of Zoos and Aquariums, incluindo Shedd Aquarium, Mystic Aquarium, Georgia Aquarium e um SeaWorld ainda não definido.
- Transfers anteriores, como a de cinco belugas para Mystic Aquarium em 2021, terminaram com a morte de três animais em menos de 18 meses.
- A possibilidade de eutanásia foi usada como pressão para encontrar destinos para os cetáceos; várias alternativas foram discutidas, incluindo santuários e outras opções no Canadá e no exterior.
- Entidades regulatórias e especialistas destacam que, se as transferências ocorrerem, precisam de licença da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) e de planos de prevenção de reprodução; a cautela com o bem-estar dos animais é enfatizada.
Belugas de Marineland podem ganhar novos lares nos EUA após aprovação do governo canadense. A transferência envolve 30 cetáceos remanescentes, incluindo 19 belugas, 4 golfinhos, 3 focas e 2 leões-marinhos, ligados ao parque fechado na região de Niagara, Ontario.
O Marineland de Canada ficou fechado desde 2024, com o parque não reabrindo em 2025. As autoridades canadenses discutem alternativas para os animais já capturados, após anos de controvérsia sobre bem-estar e manejo.
A opção mais provável é encaminhar os cetáceos para instituições credenciadas pela AZA nos Estados Unidos, como Shedd Aquarium, Mystic Aquarium e Georgia Aquarium, além de um local não especificado.
Antes, o Ministério de Pesca canadense autorizou, em janeiro, transferências condicionais, desde que haja relatório médico veterinário e plano logístico aprovado. Uma transferência anterior, em 2021, terminou com várias mortes.
Dentre os caminhos estudados, esteve a entrega a um santuário em Nova Escócia, a ideia de reintegrá-los ao Ártico canadense ou um santuário na Ilha de Newfoundland. Marineland, porém, solicitou autorização para envio ao exterior.
A posição de organizações de bem-estar é de que a mudança deve priorizar o bem-estar dos animais, evitando novas criações ou uso para entretenimento. A NOAA nos EUA pode exigir planos de prevenção de reprodução.
A Health de animais em cativeiro tem sido debatida globalmente, com críticas sobre qualidade de água, saúde dental e doenças metabólicas entre belugas, orcas e golfinhos. Pesquisadores defendem abrigos com cuidado humano contínuo.
Caso a transferência avance, as instituições norte-americanas deverão cumprir normas de proteção de mamíferos marinhos e manter planos de manejo que priorizem a ciência e as necessidades físicas e sociais dos cetáceos.
Especialistas defendem que santuários marinhos, como o projeto da Costa de Nova-escócia, podem oferecer ambiente natural com cuidado humano, evitando replicar o modelo de aquários de concorrência.
A decisão final envolve exigências de permisso de várias agências, incluindo autoridades americanas, para que a transferência ocorra sem brechas administrativas ou de bem-estar. A AWI aponta preocupações sobre a pressa na decisão.
O caso Marineland reacende o debate sobre o futuro de cetáceos em cativeiro e a necessidade de soluções de longo prazo, com foco em bem-estar, proteção animal e alternativas à manutenção para entretenimento.
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