- Estudo publicado na BioScience aponta que 727 organizações profissionais, em 50 países e 10 esportes, usam animais silvestres em nomes, logos ou apelidos de torcedores.
- As espécies mais representadas são leões, tigres, lobos cinzentos, leopardos e ursos pardos, todas ameaçadas na natureza, com 161 taxons distintos identificados.
- The Wild League foi lançado para unir clubes, patrocinadores e torcedores em torno da conservação da biodiversidade, propondo que times invistam uma parte de seus ganhos em proteção das espécies retratadas.
- Como exemplo, o Tigers United, no Clemson University, usa o mascote tigre para ações de conservação, incluindo câmeras com inteligência artificial para identificar tigres e reduzir conflitos, além de projetos educativos.
- A iniciativa está em fase piloto, buscando adesão de clubes na Europa e em outros continentes, com a ideia de transformar a paixão dos fãs em impacto real para a conservação.
O estudo publicado na revista BioScience mostra que mascotes de times esportivos utilizam animais selvagens em nomes, logos ou apelidos de torcedores em 50 países e 10 modalidades. No total, 727 organizações profissionais aparecem nessa prática, com lions, tigers, grey wolves, leopards e brown bears entre as espécies mais representadas. Essas espécies estão, em sua maioria, ameaçadas na natureza.
A pesquisa, liderada pelo pós-doutorando Ugo Arbieu, da Paris-Saclay University, identificou 161 taxons animais entre mamíferos, aves, insetos e até tubarões. Mascotes de espécies ameaçadas aparecem com maior frequência do que símbolos não ameaçados, destacando um uso expressivo de fauna em branding esportivo.
A iniciativa The Wild League busca transformar essa ligação emocional entre fãs e mascotes em ações de conservação. O projeto propõe que clubes que lucram com imagens da vida selvagem também financiem a proteção das espécies representadas, formando uma coalizão competitiva além do campo.
O que é The Wild League
A plataforma está em fase piloto, com aproximação a clubes europeus e de outros continentes. A ideia é mobilizar clubes, patrocinadores e torcedores para investir na conservação, sugerindo que cada equipe contribua com 0,01% de suas receitas de dias de jogo para projetos de biodiversidade.
Exemplo norte-americano: Tigers United
Nos Estados Unidos, o Tigers United mostra como o modelo pode funcionar na prática. A rede envolve universidades ligadas pela mascote tigre e pela conservação de felinos na natureza. A iniciativa já financia câmeras inteligentes para detectar tigres e alertar gestores de vida selvagem em menos de 30 segundos, além de apoiar ações educacionais.
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