- A IKEA depende de madeira de mercados como Polônia, Lituânia, Suécia e China e processou quase 15 milhões de metros cúbicos de madeira no ano fiscal de 2025.
- A União Europeia prevê a Regulação de Erradicação de Desmatamento (EUDR), entrar em vigor até 31 de dezembro de 2026, com requisitos de rastreabilidade mais rígidos para produtos de madeira e outros commodities.
- A companhia afirma compromisso com práticas de manejo florestal responsáveis, com quase 100% da madeira certificada ou reciclada; investiga questões em fornecedores na Romênia, segundo levantamentos de 2024.
- A EUDR exige dados de geolocalização para provar que a madeira não veio de áreas desmatadas após dezembro de 2020; o cronograma de implementação tem sido adiado e pode ser ajustado novamente.
- Organizações ambientais destacam a necessidade de maior rastreabilidade e fortalecem parcerias, como a IKEA com o WWF, para promover origem responsável da madeira e compliance regulatório.
IKEA enfrenta teste de rastreabilidade de madeira com a EUDR, a Regulamentação Europeia de Deforestation. A empresa sueca depende de madeira de dentro e fora da UE, com grandes fornecedores na Polônia, Lituânia, Suécia e China. No FY2025, processou quase 15 milhões de metros cúbicos de madeira.
A EUDR, publicada em 2023, exige geolocalização e comprovação de origem para produtos florestais que entram no mercado da UE, incluindo madeira, para evitar desmatamento desde 2020. A lei entra em vigor no fim de 2026, sujeita a revisões.
IKEA reforça seu compromisso com manejo florestal responsável, apontando que quase 100% da madeira já possui certificação voluntária ou é reciclada. Contudo, investigações de 2024 indicam entraves em alguns fornecedores na Romênia, aumentando a necessidade de rastreabilidade.
O grupo também destacou incertezas quanto aos requisitos da EUDR e ao cronograma de implementação. A EUDR busca reduzir emissões de gases e proteger biodiversidade monitorando cadeias de suprimentos de commodities ligadas ao desmatamento.
Especialistas industriais veem na rastreabilidade uma oportunidade de gestão de riscos e resiliência, desde que haja dados confiáveis sobre a cadeia de suprimentos. A WWF, parceira da IKEA desde 2002, reforça esse ponto.
Atrasos e simplificações propostas pela UE geram dúvidas entre empresas e governos sobre a viabilidade de cumprir as novas regras. O início da aplicação efetiva permanece sob revisão, com updates programados para 2026.
Delegados de watchdogs ambientais destacam que o desafio central é a complexidade das cadeias de suprimentos e pontos de agregação ao longo delas, o que dificulta mapeamento preciso.
Apesar das incertezas, governos e empresas já lideram iniciativas de rastreabilidade. Romênia, por exemplo, implementou um sistema de rastreabilidade de madeira e um portal online de consulta.
Especialistas apontam que grandes players, como a IKEA, podem ampliar a liderança em rastreabilidade, indo além de certificações voluntárias e buscando dados mais transparentes para a fiscalização independente.
A IKEA afirma colaborar com as autoridades e com a sociedade civil para cumprir a EUDR, sem comentar detalhes sobre impactos até a simplificação da regulação em 2026. Fontes oficiais destacam o esforço contínuo de adaptação.
Panorama regulatório e perspectivas
As regras atuais demandam que a madeira provenha de floresta não desmatada após 2020. A UE já havia adiado a implementação duas vezes, citando necessidades técnicas e de recursos. O prazo de 31 de dezembro de 2026 pode sofrer ajustes.
Organismos ambientais e watchdogs enfatizam a importância de supervisão independente, com dados de rastreabilidade acessíveis a pesquisadores e entidades civis. Isso aumenta transparência e responsabilização de players do setor.
Entidades como WWF ajudam a orientar práticas de alto nível, mas não oferecem suporte jurídico. A expectativa é de que a EUDR incentive mudanças mais profundas em cadeias globais de suprimento de madeira e outras commodities.
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