- Pascale Moehrle, diretora executiva da Oceana na Europa de 2019 a 2025, faleceu; o anúncio foi feito em 4 de março de 2026.
- Ao longo de uma carreira iniciada nos anos oitenta, defendeu que governos gerenciem a pesca de forma mais cautelosa e tratem os ecossistemas marinhos como parte central da política ambiental.
- Liderou o escritório europeu da Oceana e trabalhou para transformar compromissos em regras, reduzir subsídios prejudiciais e fortalecer a fiscalização em áreas protegidas.
- Defendeu a proteção real de reservas marinhas e o combate à pesca de arrasto no fundo, prática ainda comum mesmo em zonas de proteção.
- Em 2025, alertou que atrasos na implementação de regras de pesca podem levar os mares europeus a cenários mais pessimistas, mesmo com ferramentas disponíveis.
Pascale Moehrle, executiva da Oceana na Europa, faleceu? foi anunciada no dia 4 de março de 2026. Em décadas, sua atuação ajudou a manter o foco de políticas ambientais nas regiões marinhas da UE. A notícia marca o encerramento de uma carreira dedicada à gestão pesqueira com base em ciência.
Ao longo dos anos 80, Moehrle iniciou no âmbito da conservação e tornou-se voz proeminente pela cautela na gestão de pescarias e pela integração dos ecossistemas marinhos na política ambiental. Em 2017 ingressou na Oceana Europa como diretora de operações, elevando a atuação da organização em vários países.
Entre 2019 e 2025, ela ocupou a liderança executiva e a vice-presidência da Oceana na Europa. Defendia a aplicação de limites de captura, o decréscimo de subsídios prejudiciais e o aumento da fiscalização em áreas protegidas.
Trajetória na Oceana
Moehrle enfatizava que reservas marinhas não deveriam ser apenas “linhas no mapa”. Defendia proteção efetiva, com fiscalização rigorosa, para evitar a pesca destrutiva, incluindo arrasto de fundo, mesmo em zonas com proteção. Alega que isso mina a política ambiental.
Ela também destacava impactos indiretos da pesca no clima, além do consumo de combustível. Técnicas que perturbam sedimentos liberam carbono armazenado e afetam a regulação climática dos oceans. Para ela, reduzir emissões sozinha não bastava.
Legado e posicionamento
A executiva pediu, publicamente, que governos sigo cientificamente os limites de captura e fortalecessem a aplicação de regras existentes. Em 2025, alertou que atrasos na implementação de normas pesqueiras podiam levar os mares europeus a cenários pessimistas já previstos por cientistas.
Moehrle manteve uma atuação que combinava pesquisa, ações judiciais e pressão pública com instituições nacionais e da União Europeia. Seu trabalho enfatizou que proteção ambiental e bem-estar humano devem caminhar juntos, mantendo o setor pesqueiro viável no longo prazo.
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