Em Alta NotíciasFutebolPolíticaBrasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Três notícias sobre substâncias eternas: avanços, usos e questões éticas

PFAS, os químicos eternos, viram alvo de ação contra os EUA pelo uso em agrotóxicos; baleias do Atlântico Norte apresentam queda da contaminação e novo filtro pode destruir PFAS na água

Imagem de diversas embalagens feitas de plástico, papel e isopor.
0:00
Carregando...
0:00
  • PFAS, os “químicos eternos”, são usados em tecidos, tintas, embalagens de comida e agrotóxicos; ONGs processam o governo dos EUA pela liberação da comercialização de isocicloseram, um inseticida que contém PFAS.
  • Estudo da Universidade Harvard mostra queda de aproximadamente sessenta por cento nos níveis de PFAS em baleias do Atlântico Norte entre 2001 e 2023, devido à saída de produção de vários PFAS.
  • A redução de contaminação é associada à suspensão de produção de PFAS como o PFOA, utilizado em panelas antiaderentes até 2013.
  • Um novo filtro desenvolvido pela Universidade Rice, nos Estados Unidos, é cem vezes mais eficiente para destruir PFAS e seria instalado em estações de tratamento de água; o processo resulta em um composto de flúor e cálcio não tóxico.
  • O filtro proposto transforma PFAS em substâncias que podem ser descartadas em aterros sanitários, abrindo caminho para remediação ambiental mais eficaz.

O tema conhecido como “substâncias eternas” ganha visibilidade em três frentes distintas: uso em agrotóxicos levado à Justiça, queda histórica na contaminação de baleias no Atlântico Norte e avanço tecnológico na remoção dessas moléculas da água. As PFAS, compostos de flúor e carbono, são pouco degradáveis e chegam a tecidos e embalagens de alimentos, além de serem encontrados em produtos do dia a dia.

O esforço jurídico envolve ONGs que contestam a liberação pelo governo dos EUA do isocicloseram, inseticida contendo PFAS. A ação alega impactos ambientais e à saúde pública, apontando falhas na supervisão regulatória. A controvérsia ocorre em meio a debates sobre uso de PFAS em agrotóxicos já comercializados em diversos mercados, incluindo o Brasil desde 2023.

Paralelamente, a pesquisa com baleias do Atlântico Norte aponta redução de contaminação. Dados da Universidade de Harvard indicam queda de cerca de 60% nos níveis de PFAS entre 2001 e 2023, com amostras de fígado e músculo coletadas ao longo dos anos. A diminuição está associada à retirada de produção de formatos como o PFOA, presente até 2013 em itens comuns.

Contaminação de baleias está diminuindo

Os cientistas analisaram 271 amostras para confirmar a tendência. A pesquisa sugere que mudanças regulatórias e redução de produção contribuíram para a diminuição observada. Mesmo com a queda, especialistas ressaltam a necessidade de monitoramento contínuo de ecossistemas marinhos.

Novo filtro é 100 vezes mais eficaz

Um filtro desenvolvido pela Universidade Rice, nos EUA, promete transformar o tratamento de água. Construído com cobre e alumínio, ele destrói PFAS 100 vezes mais rápido que tecnologias atuais. O método transforma as substâncias em compostos estáveis de flúor e cálcio, considerados menos tóxicos.

Aplicação prática e perspectivas

Segundo os criadores, o filtro poderia ser instalado em estações de tratamento. O material resultante pode ser descartado em aterros sanitários sem riscos adicionais. A tecnologia representa avanço potencial para reduzir a presença de PFAS em água potável em larga escala.

Fontes: Large declines in organofluorine contamination indicated by subarctic marine mammal tissues; Regenerable water remediation platform for ultrafast capture and mineralization of per- and polyfluoroalkyl substances.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais