Em Alta NotíciasFutebolPolíticaBrasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Ritmo do aquecimento global está acelerando, aponta estudo

Desde 2015, a taxa de aquecimento global dobrou para entre 0,35 e 0,4 °C por década, com impactos potenciais em clima, biodiversidade e saúde humana

Glacial melt water flowing through snow in Himalayas. Photo courtesy of Sharada Prasad via Wikimedia (CC BY 2.0)
0:00
Carregando...
0:00
  • Desde a década de setenta, a temperatura média global subiu cerca de 0,2°C por década, mas nos últimos anos houve picos recordes.
  • Nos três últimos anos foram os mais quentes já registrados, e os dez anos mais quentes ocorreram desde 2015.
  • Para verificar se o aquecimento está acelerando, pesquisadores removeram efeitos naturais conhecidos, como El Niño, erupções vulcânicas e padrões solares.
  • Sem esses fatores, o aquecimento causado pelo homem aparece com força: desde 2015, a taxa de aquecimento quase dobrou, para entre 0,35 e 0,40°C por década.
  • Se esse ritmo continuar, o fim deste século pode registrar cerca de 4°C de aquecimento adicional, com impactos severos para o clima, oceanos e saúde humana.

O aquecimento global intensificou-se na última década, segundo estudo recente que analisa dados de temperatura mundial. Pesquisadores mostram que, desde 2015, a taxa de elevação média da temperatura quase duplicou, passando de cerca de 0,2°C por década para entre 0,35°C e 0,4°C por década.

Os autores, Stefan Rahmstorf e Grant Foster, aplicaram métodos estatísticos para eliminar influências naturais conhecidas, como El Niño, erupções vulpânicas e flutuações solares. O objetivo foi isolar o sinal de aquecimento induzido pela atividade humana.

A leitura atual sugere que o aumento acelerado não foi apenas variação natural, mas cenário consistente com redução de aerossóis atribuída a novas regras de emissões de navios, em vigor desde 2020. Essas regras melhoraram a qualidade do ar, porém podem ter contribuído para a intensificação do aquecimento observada.

Segundo Rahmstorf, esse pico pode ser temporário, já que não se espera nova redução significativa de aerossóis no curto prazo. Ainda assim, se o ritmo persistir, modelos indicam potencial de cerca de 4°C de aquecimento adicional até o fim deste século.

A redução de emissões de CO₂ permanece decisiva para a trajetória de longo prazo da Terra. “O aquecimento depende de quão rápido reduzirmos as emissões globais de combustíveis fósseis até zero”, afirma o pesquisador.

Contexto e método

O estudo revisita uma tendência histórica. Entre as décadas de 1970 e 2010, a temperatura global aumentou aproximadamente 0,2°C por década. A partir de 2015, porém, o aumento ganhou fôlego, segundo a análise estatística aplicada.

A equipe discute o papel de fatores naturais como parte da explicação anterior e separa esse componente do aquecimento causado pelo homem. O resultado é uma leitura mais clara do que está na origem da tendência recente.

Implicações e próximos passos

Especialistas destacam a necessidade de monitoramento contínuo e de ajustes em políticas climáticas. A pesquisa não detalha as causas exatas do que sustenta o novo ritmo, mas aponta para ações humanas como determinantes.

Caso o ritmo atual se sustente, efeitos como elevação do nível do mar, acidificação oceânica e eventos climáticos extremos podem se intensificar. A atenção permanece na velocidade com que emis­sões passam de alta a zero.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais