Em Alta NotíciasFutebolPolíticaBrasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Óxido nitroso gerado pelo fertilizante pode afetar bactérias do solo

N₂O, subproduto da adubação, pode prejudicar bactérias do solo e alterar comunidades microbianas que influenciam o crescimento das plantas

Nitrous oxide (orange and green molecules) produced at the plant root may harm certain soil bacteria, according to a new study — revealing a surprising ecological interaction that could potentially be leveraged to improve crop health.
0:00
Carregando...
0:00
  • Nitrogênio protôxido (N₂O), produzido pela atividade de micro-organismos do solo e pelo uso de fertilizantes, pode aumentar no solo e afetar bactérias que ajudam o crescimento das plantas.
  • Em laboratório, pesquisadores da MIT mostraram que o N₂O pode influenciar comunidades microbianas, tornando alguns fungos/bactérias mais vulneráveis ao gás.
  • Estima-se que cerca de 30 por cento das bactérias com genomas já sequenciados sejam suscetíveis à toxicidade do N₂O, sugerindo um papel importante, ainda pouco reconhecido, nos ecossistemas do rhizoplano.
  • Os resultados, publicados na revista mBio, indicam que produtores de N₂O podem moldar vizinhanças microbianas próximas às raízes, o que, se confirmar em campo, pode alterar práticas agrícolas como rega e fertilização.
  • A pesquisa atual é inicial e visa levar os estudos para solos agrícolas, buscando sinais de exposição ao N₂O por meio de sequenciamento genômico e entender como gerenciar o momento da produção do gás para melhorar a saúde das culturas.

Dois pesquisadores de MIT mostraram que o óxido nitroso produzido durante fertilização pode influenciar comunidades de micro-organismos no solo, afetando bactérias que ajudam o crescimento das plantas. O estudo sustenta que o N2O, além de gás de efeito estufa, pode modular a microbiota da rhizofera plantária.

A pesquisa, publicada hoje no periódico mBio da American Society for Microbiology, avaliou como o N2O interfere na biossíntese de metionina, processo ligado a enzimas dependentes de vitamina B12. Resultados indicam que cerca de 30% das bactérias com genomas já sequenciados podem sofrer toxicidade por N2O.

Para chegar a essa conclusão, os autores usaram o micro-organismo Pseudomonas aeruginosa e comunidades microbianas sintéticas associadas à planta Arabidopsis thaliana. Os experimentos mostraram que bactérias sensíveis ao N2O tiveram seu crescimento prejudicado, especialmente quando conviviam com bactérias produtoras de N2O.

O que houve foi a demonstração de que micro-organismos produtores de N2O podem reduzir a sobrevivência de vizinhos dependentes de uma via enzimática alternativa. Em laboratório, esse efeito ficou claro, sugerindo que a produção de N2O pode moldar comunidades microbianas no solo.

Quem está envolvido? Darcy McRose, professora do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental de MIT, e Philip Wasson, estudante de PhD e autor principal. A equipe destaca que a pesquisa é uma prova de conceito e aponta para etapas futuras em ambientes agrícolas.

Quando e onde: o estudo foi apresentado como publicação de hoje, com experimentos realizados em ambiente de laboratório usando microrganismos modelo e comunidades sintéticas associadas a plantas. Os pesquisadores advertem que os resultados precisam ser confirmados em solos agrícolas reais.

Por quê: a hipótese é que a produção de N2O em cenários agrícolas, como fertilização e variações climáticas, pode favorecer certas espécies bacterianas em detrimento de outras, influenciando a saúde das plantas. Se confirmada, a descoberta pode orientar práticas agrícolas.

A equipe ressalta a necessidade de pesquisas adicionais em solos agrícolas para detectar sinais de exposição ao N2O por meio de sequenciamento genômico. O objetivo é identificar comunidades resistentes ou sensíveis ao gás e adaptar manejos de água e fertilizantes.

O estudo contou com apoio parcial do MIT Research Support Committee e de uma bolsa de pós-graduação HEALS, voltada a colaborações em saúde e ciências da vida. As informações são provenientes da publicação em mBio e de declarações dos autores.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais