Em Alta NotíciasFutebolPolíticaBrasilEsportes

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Mudanças climáticas reduzem nascimento da baleia-franca austral

Mudanças climáticas aumentam o intervalo entre nascimentos de baleias-coroa austral, reduzindo o crescimento populacional e destacando a necessidade de proteção

Photo
0:00
Carregando...
0:00
  • Observou-se mais de 1.100 partos (calves) de 696 fêmeas de baleias-de-barbatana-do-sul no Great Australian Bight, área da Yalata, na costa australiana.
  • Desde 2015, o intervalo entre nascimentos subiu de 3,4 para 4,1 anos, o que reduz o ritmo de crescimento da população.
  • A variação nos intervalos é em parte explicada por condições ambientais nos locais de alimentação: aquecimento oceânico, redução do gelo antártico e disponibilidade de alimento.
  • A pesquisa indica que metade da variação nos intervalos de parto pode ser atribuída a mudanças no ambiente de alimentação das baleias.
  • Recomendações para proteção incluem ampliar áreas protegidas, gerenciar melhor a pesca de krill e manter monitoramento de longo prazo.

O aquecimento das águas e a redução da água do mar na região da Antártida estão ligando-se à queda na taxa de nascimento de baleias-peludas-do-sul (Eubalaena australis) na costa sul da Austrália. Em um estudo de 33 anos, pesquisadores observaram menos crias em relação ao passado, a partir de dados de mais de 1.100 partos de 696 fêmeas no principal berçário da área conhecida como Great Australian Bight, dentro da Área Indígena Protegida Yalata.

Entre 1991 e 2024, a maioria das identificações das baleias ocorreu por meio de padrões de calosidades na cabeça. A variação nos intervalos de parto é explicada em cerca de metade pelos fatores ambientais nos locais de alimentação das baleias, que se estendem das águas antárticas às latitudes mais ao sul da Austrália.

O estudo indica que, desde 2015, a média entre nascimentos aumentou de 3,4 para 4,1 anos, o que reduz o crescimento populacional. Baleias de reprodução lenta sofrem maior impacto de atrasos reprodutivos ao longo do tempo.

Causas ambientais e dados de campo

O aquecimento oceânico e o recuo do gelo afetam a disponibilidade de alimento. O krill, principal presa, depende do habitat de gelo na Antártida, que vem diminuindo com as mudanças climáticas. Em águas de baixa latitude, as águas aquecidas favorecem salpas, menos nutritivas para as baleias.

A recuperação reprodutiva das baleias exige tempo e energia; a amamentação consome parcela relevante do peso corporal e a reposição de energia prolonga o intervalo até a próxima reprodução. As condições de alimentação pobre atrasam esse recobrimento.

Implicações para a conservação e contexto regional

O estudo aponta que as baleias-peludas-do-sul funcionam como espécie-alarme, refletindo o estado geral do ecossistema marinho. A atividade humana, como colisões com navios, emaranhamento e ruídos, também impacta a população.

Em 2009 havia cerca de 13.600 indivíduos globais, com a Austrália abrigando entre 2.300 e 4.000. Pesquisas recentes associam quedas no ritmo reprodutivo a mudanças climáticas não apenas na região austral, mas também em populações da África do Sul e da Argentina.

Para proteger o grupo, recomenda-se ampliar áreas protegidas, gerenciar com mais rigor a pesca de krill e manter monitoramento de longo prazo. Em paralelo, é necessária uma gestão mais eficaz do krill para equilibrar pesca industrial e conservação.

Perspectivas e próximos passos

Os autores ressaltam que o futuro das baleias depende de políticas de conservação ligadas à exploração de krill e às mudanças climáticas. O estudo reforça a necessidade de reduzir ameaças diretas, como emissões oceânicas e impactos da indústria pesqueira, para manter a tendência de recuperação da espécie.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais