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Lynx pode retornar às florestas da Escócia; Terras Altas céticas com defensores

Lynx pode retornar às florestas da Escócia; 61% já apoiam, mas diálogo com agricultores envolve compensação e regras para coexistência

Lynx to Scotland does not aim to simply create a supportive majority, but build acceptance among residents likely to remain opposed to lynx.
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  • Coalizão Lynx to Scotland está em seis anos de esforço para obter licença de retorno dos lynx às florestas da Escócia, após 42 sessões de informação e muitos encontros com partes interessadas.
  • Uma pesquisa de 2025 indica que 61 por cento dos escoceses é a favor da reintrodução, e o grupo busca aceitação entre moradores que costumam resistir, como fazendeiros, guardas de caça e caçadores de cervídeos.
  • Os debates incluem impactos potenciais sobre ovelhas e caça, com planos para compensação de eventuais perdas e para entender como coexistir com o animal no cenário local.
  • Do ponto de vista legal e político, o Reino Unido é obrigado a considerar a restauração de espécies extintas; Reino Unido já tem propostas de reintrodução em Inglaterra, e a rejeição governamental pode ser contestada na Justiça se o processo for bem fundamentado.
  • As opiniões na comunidade são mistas: há curiosidade e apoio entre parte dos moradores, enquanto outros questionam impactos na agricultura e no manejo florestal, exigindo regras claras e rápido pagamento de compensações.

O movimento Lynx to Scotland promove a reintrodução do lince nas florestas da Escócia. Um consórcio de ONGs trabalha há seis anos para obter aceitação pública e aprovação de licenças, em meio a um apoio já expressivo: uma pesquisa de 2025 aponta 61% de favoráveis.

A coalização Trees for Life, The Big Picture e The Lifescape Project realiza sessões de informação e encontros individuais com agricultores e outros interessados. O objetivo é mapear barreiras, explicar impactos e desenhar um caminho viável para a reintrodução.

As atividades, que culminaram em uma audiência em Fochabers, reuniram moradores, agricultores, caçadores de cervídeos e gestores de florestas. O foco está em compreender como coexistir com o lince e quais mecanismos de compensação seriam necessários.

Desafios e caminhos

A principal preocupação é o possível predatismo sobre ovelhas e espécies de caça, além de impactos na silvicultura. Os organizadores buscam propostas de compensação financeira e uma estratégia de convivência de longo prazo, sem onerar o governo.

Paralelamente, parte da população mantém resistência ao retorno do felino, citando riscos para propriedades e animais domésticos. Diversos stakeholders defendem que a paisagem atual foi moldada pela presença de ovelhas, tornando a reintrodução complexa.

A experiência na região envolve ainda o aspecto jurídico e político, com debates sobre o andamento de licenças e o papel do governo. Conservacionistas afirmam que a aprovação pode depender de etapas bem fundamentadas e de respaldos legais.

Panorama regional

O estudo de reintrodução já se conecta a iniciativas semelhantes na Inglaterra, com projetos em Kielder Forest e ações legais de instituições pró-reativação. A situação internacional reforça a necessidade de critérios técnicos e de participação social ampla.

Mesmo com avanços, autoridades locais e organizações de conservação reconhecem que o processo pode levar tempo. O grupo afirma que o momento é decisivo para avançar com uma estratégia apoiada pela sociedade.

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