- Brasil pediu aos governos que apresentem propostas para a transição longe dos combustíveis fósseis e para o combate ao desmatamento, em preparação para negociações na Colômbia e na COP31.
- O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, ofereceu um plano de ação voluntário para a transição, para quem desejar aderir.
- Em carta à ONU, ele solicitou que as propostas fossem encaminhadas até 31 de março.
- As iniciativas são voluntárias e não vinculadas às negociações oficiais da COP, buscando mapear caminhos práticos para atingir metas já acordadas.
- Países devem identificar barreiras críticas e sugerir alavancas econômicas, sociais e tecnológicas para acelerar a transição e deter o desmatamento.
O Brasil, anfitrião da última cúpula climática da ONU, pediu que países apresentem propostas para a transição dos combustíveis fósseis e para o combate ao desmatamento. A demanda chega às vésperas de negociações na Colômbia e da COP31 neste ano.
A iniciativa surgiu após a COP30, realizada em Belém, que terminou sem menção explícita aos combustíveis fósseis, devido à oposição de grandes produtores. O objetivo é manter o tema em pauta sem impor compromissos oficiais.
André Corrêa do Lago, presidente da COP30, ofereceu-se para organizar um plano de ação voluntário para a transição energética. Em carta obtida pela AFP, ele solicitou à ONU que convide países e organizações a enviar propostas até 31 de março.
Proposta brasileira
Corrêa do Lago afirmou que as iniciativas são voluntárias e não integram as negociações oficiais da COP. Ainda assim, ele enfatizou que os mapas de caminho devem ser inclusivos, participativos e transparentes, ajudando a identificar opções práticas.
A carta pede que governos identifiquem barreiras econômicas, financeiras ou tecnológicas que atrasam a transição. Também convida a apresentar alavancas econômicas e tecnológicas para acelerar a mudança e conter o desmatamento.
Mais de 190 países concordaram, na COP28 de Dubai em 2023, com a transição para longe dos combustíveis fósseis, mas o progresso tem sido limitado desde então. A iniciativa brasileira busca ampliar esse impulso.
Próximos passos
A Colômbia sediará, em abril, uma conferência internacional sobre o tema. Em novembro, a Turquia recebe a COP31, com a Austrália à frente das negociações, segundo a agenda anunciada.
O Brasil informa que as propostas voluntárias não substituem acordos oficiais, mas visam mapear caminhos práticos para cumprir objetivos já estabelecidos. Fica aguardado o recebimento das propostas pelas Nações Unidas.
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