- Um juiz federal em Oregon decidiu a favor do salmão contra a administração Trump, ordenando que o governo federal altere operações do sistema hidrelétrico.
- O caso envolve oito barragens e reservatórios no Columbia e no Snake Rivers, considerados obstáculos para salmões e steelhead em migrar e sobreviver aos derrepentes, turbinas e grandes piscinas artificiais.
- A disputa começou há décadas; em 2021, as partes passaram a buscar solução junto à administração Biden, com o acordo Resilient Columbia Basin, que previa mais de US$ 1 bilhão em investimentos e energia limpa.
- Trump saiu do acordo, classificando-o como “ambientalismo radical”, e o processo voltou aos tribunais, com o juiz Michael Simon mantendo parte do status quo, com níveis de reservatórios próximo aos de 2024 e pequenas aumentos.
- Líderes ambientais e grupos de defesa celebraram a ordem como necessária para evitar a extinção de salmões na região, enquanto reconhecem que a batalha continua e as ações em curso não encerram o assunto.
O juiz federal de Oregon decidiu a favor do salmão contra a administração Trump, na quarta-feira, e determinou que o governo altere as operações do sistema de usinas hidrelétricas que, há décadas, prejudicam a vida de peixes nativos. O foco são oito barragens no Columbia e Snake Rivers, no Noroeste dos EUA, que criam Poços quentes e escadas de água que dificultam a passagem dos peixes.
A decisão envolve o governo federal, utilities e entidades ligadas à gestão da água e à agricultura, que temiam que o rebaixamento de reservatórios comprometesse a confiabilidade da energia. A controvérsia vinha sendo tratada desde 2021, com esforços para uma solução conjunta sob a administração Biden.
Contexto e acordo
Em 2023, o Acordo da Bacia do Columbia Resiliente previa mais de US$ 1 bilhão em investimentos ao longo de uma década para a recuperação de salmão e para apoiar projetos de energia limpa na região, substituindo a energia hidrelétrica dos diques. O acordo ficou em suspenso após a saída de Donald Trump do governo.
A decisão judicial, emitida pelo juiz federal Michael Simon, critica a posição da administração Trump e aponta que os dados apresentados foram criados para o processo e contradizem o registro científico. O tribunal manteve o status quo, devolvendo níveis de reservatório e fluxo próximos aos de 2023, com ajustes modestos.
Impactos e reações
O governo federal terá de reconfigurar operações para reduzir danos aos salmões e à steelhead. Grupos que moveram a ação comemoraram a ordem, destacando a necessidade de medidas imediatas para evitar a extinção de peixes na região. Advogados da Earthjustice representaram os demandantes.
Defensores da conservação ressaltam que a decisão não encerra a disputa, mas estabelece um caminho concreto para proteger espécies ameaçadas. Representantes de organizações de vida selvagem disseram que a vigilância continuará durante a implementação das medidas emergenciais.
Perspectivas e próximos passos
A decisão não impede futuras disputas legais nem revisões adicionais das políticas de gestão hidroelétrica. As autoridades poderão revisar fluxos, padrões de descarga e estratégias de mitigação para equilibrar preservação ambiental e demanda energética. As partes devem acompanhar a evolução técnica e regulatória nos próximos meses.
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