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Carne de tubarão da Mongabay vence prêmio nacional de jornalismo no Brasil

Exposição da Mongabay revela licitações de carne de tubarão para escolas e instituições, mobilizando debate público e ações regulatórias e legais

Fresh shark meat is sold as cação at street markets in Rio de Janeiro. Image by Karla Mendes/Mongabay.
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  • A Mongabay ganhou o primeiro lugar na categoria ensino superior do Prêmio Andifes de Jornalismo 2025, com o exposto que revelou compras públicas de carne de tubarão para milhares de escolas, hospitais, prisões e outras instituições.
  • A investigação, em parceria com o Pulitzer Center, mapeou 1.012 licitações desde 2004 para a compra de mais de 5.400 toneladas de carne de tubarão, em 542 municípios de 10 estados, avaliando impactos ambientais e de saúde.
  • Autores: Philip Jacobson, Karla Mendes e Fernanda Wenzel, com apoio de Kuang Keng Kuek Ser, destacando o papel da ciência na abordagem jornalística.
  • Um segundo artigo mostrou licitações no Rio Grande do Sul para compra de tubarão-angel (tubarão-anjo) de pelo menos 211 toneladas, espécie considerada ameaçada.
  • A repercussão incluiu pedido de audiência pública, debates setoriais e, posteriormente, banimento da carne de tubarão em mil e duzentas escolas do estado do Rio de Janeiro, além de reconhecimento nacional em prêmios posteriores.

A reportagem da Mongabay revelou compras públicas de carne de tubarão para uso em milhares de escolas, hospitais, prisões e demais órgãos. O material foi premiado em 1º lugar na categoria ensino superior, no prêmio da Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

A investigação, realizada em parceria com o Pulitzer Center, aponta que desde 2004 houve 1.012 licitações para aquisição de mais de 5,4 mil toneladas de carne de tubarão, totalizando pelo menos 112 milhões de reais. Os contratos envolveram 542 municípios em 10 estados brasileiros.

Ao longo da apuração, ficaram evidentes riscos à saúde pública e impactos ambientais, com tubarão como predador de alto nível na cadeia alimentar. A matéria destaca a potencial presença de metais pesados, como mercúrio e arsênio, em tecidos da espécies.

A equipe de produção incluiu Philip Jacobson, Karla Mendes e Fernanda Wenzel, da Mongabay, com participação de Kuang Keng Kuek Ser, do Pulitzer Center. A divulgação levou a debates sobre salvaguardas, saúde alimentar e gestão de compras públicas.

Além disso, uma segunda reportagem mostrou que o estado Rio Grande do Sul licitou pelo menos 211 toneladas de angelshark, espécie ameaçada, reforçando preocupações sobre conservação.

O anúncio do prêmio ocorreu em 24 de fevereiro, conforme a Andifes, que destacou o uso de conhecimento científico na abordagem jornalística e o papel das instituições de ensino na produção de evidências e na formação de especialistas.

Repercussões rápidas se seguiram, incluindo pedidos de audiência pública, debates setoriais e ações judiciais que questionam os impactos do consumo de carne de tubarão. A mobilização levou, em outubro de 2025, à proibição de carne de tubarão em 1.200 escolas administradas pela educação estadual do Rio de Janeiro.

Em dezembro de 2025, a investigação recebeu o segundo lugar no prêmio nacional ARI/Banrisul de Jornalismo, consolidando o reconhecimento público pelo trabalho. A matéria também ganhou espaço em veículos internacionais e em formatos como podcast e séries de vídeo.

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