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Três quartos dos carros novos da Austrália consomem mais combustível que o anunciado

Três quartos dos carros novos na Austrália consomem mais combustível na prática do que no laboratório, complicando as metas de redução de emissões do transporte

Heavy traffic on a road in Sydney at dusk.
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  • Mais de três quartos dos carros novos na Austrália consomem mais combustível na vida real do que o indicado em testes de laboratório, segundo a AAA, em 141 veículos avaliados em Geelong, Victoria, com financiamento federal.
  • O percentual de veículos que apresentam consumo superior no mundo real é de 76%, incluindo carros a gasolina, diesel e híbridos.
  • Exemplos de modelos com consumo maior na prática: Tank 300 da GWM (+25%), HR-V da Honda (+19%) e Santa Fe da Hyundai (+11%).
  • A norma de eficiência de veículos (NVES) prevê testes de emissões com penalidades para quem exceder limites nas vendas anuais; apenas dois terços dos fornecedores regulamentados atingiram a meta de emissões para 2025, com multas de até US$ 25 milhões para marcas como Mazda, Nissan e Subaru.
  • Em veículos elétricos, testes adicionaram duas quedas de alcance: BMW iX1, de 360 km versus 400 km anunciados, e BYD Seal, de 488 km versus 650 km anunciados; ações podem aumentar a confiança dos compradores no alcance real.

A Australian Automobile Association (AAA) confirmou que 76% dos automóveis novos a gasolina, diesel e híbridos consomem mais combustível na estrada do que o indicado nos testes de laboratório obrigatórios. O estudo envolveu 141 veículos avaliados com protocolo rigoroso em estradas próximas a Geelong, em Victoria, com financiamento do governo federal.

Entre os modelos com maior disparidade, o GWM Tank 300 consumiu 25% a mais em uso real, seguido pelo Honda HR-V com 19% a mais e pelo Hyundai Santa Fe, 11% acima do rating de laboratório. Pesquisas anteriores já haviam apontado o Haval H6 e o Haval Jolion Hybrid com maior consumo, enquanto o Jolion 3023 foi mais eficiente na prática do que no laboratório.

O diretor-geral da AAA, Michael Bradley, afirmou que o objetivo é verificar se as reduções de emissões não ficam restritas ao ambiente de laboratório, destacando a importância de resultados reais para políticas públicas de redução de emissões veiculares. Os veículos devem cumprir padrões de eficiência sob o NVES, sob pena de sanções.

Além de veículos movidos a combustíveis fósseis, a AAA também monitorou nove veículos elétricos, com dois novos desvios identificados: o BMW iX1 elétrico teve autonomia de 360 km contra 400 km anunciados, e o BYD Seal apresentou 488 km diante de 650 km anunciados, ampliando a diferença já observada em outros modelos, como o BYD Atto 3.

Bradley ressaltou que o programa não mostra um padrão único de desempenho entre as marcas, com algumas opções até mais econômicas na estrada do que no laboratório. A conclusão não é de orientação ao consumidor, apenas demonstrações de variação entre testes.

Profissional Dongke Zhang, da University of Western Australia, explicou que o comportamento do motorista pode influenciar o consumo real, dificultando comparações diretas entre laboratório e uso cotidiano. Ainda assim, o estudo fornece dados relevantes para avaliação de veículos no mundo real.

As informações reforçam o desafio de reduzir emissões do setor de transportes australiano, especialmente diante de adesão mais lenta a veículos elétricos, que representaram 12% das vendas de novos no segundo semestre do ano anterior. Bradley destacou a necessidade de saber o alcance exato de um carro novo para planejar compras.

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