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Pinguins-imperadores mudam de plumagem para sobreviver, cientistas temem perdas

Moult anual dos pinguins-imperadores depende de gelo estável; recuo da calota de verão na Antártida pode ter dizimado milhares de aves

Emperor Penguins are likely more at risk from climate change than any other air-breathing Antarctic animal
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  • O moult anual dos pinguins-imperadores, processo que troca as penas por roupas impermeáveis, é extremamente energético e pode representar até metade da massa corporal dos animais.
  • Entre 2022 e 2024, o gelo marinho da Antártida encolheu significativamente, deixando menos locais seguros para o moult e aumentando o risco de morte durante o processo.
  • Observações por satélite mostram que apenas poucos grupos de pinguins foram detectados em West Antarctica, onde vivem 30% a 40% da população, sugerindo severa queda de colônias.
  • Cientistas temem que milhares de aves tenham morrido ou migrado para moult em locais diferentes, o que pode comprometer reprodução e população a longo prazo.
  • A pesquisa aponta que a melhor chance de sobrevivência futura é o moult em plataformas rasas de gelo, mas isso pode implicar custos adicionais na reprodução e na alimentação.

Emperor Penguins passam por uma muda anual completa das penas para se manterem impermeáveis, um processo que exige locais de gelo estável. Entre 2022 e 2024, o recuo da calota de gelo marinho na Antártida reduziu áreas seguras para esse moult.

Pesquisa recente aponta que a redução coincide com a queda significativa do gelo marinho de verão, consequência atribuída às mudanças climáticas. Cientistas que monitoram as aves por imagens de satélite não encontram a maioria dos penguins, levantando preocupações sobre perdas em massa.

O estudo, publicado na Communications Earth & Environment, concentra-se na Antártida Ocidental, onde ficam 30% a 40% da população mundial de emperor penguins. O moult ocorre em fases de 30 a 40 dias, quando as aves abandonam as penas danificadas para ganhar novas, mais protectoras contra a água.

A técnica de observação envolve identificar “manchas marrons” em imagens de satélite, que correspondem aos montes de penas deixados durante o moult, processo extremamente exigente em energia. Para completar a muda, as aves podem perder até metade de sua massa corporal.

Segundo o pesquisador Dr. Peter Fretwell, da British Antarctic Survey, esse período sem as roupas impermeáveis é extremamente arriscado. Caso entrem na água, as aves podem não sobreviver. Em anos recentes, esse alerta tem se intensificado.

Entre 2019 e 2021, as geleiras de verão permaneceram relativamente estáveis e grandes montes de penas eram visíveis. Já em 2022, o gelo de verão encolheu acentuadamente, caindo de 2,8 milhões de km² para recorde de 1,79 milhão de km² em 2023, com recuperação apenas modesta em 2025, na Antártida Ocidental.

Dados de satélite indicam que há poucos sinais de penguins na maioria das colônias, indicando possível morte ou deslocamento para áreas onde o moult pode ocorrer com menor risco. A ausência de cidades de moult pode impactar a reprodução futura.

Especialistas apontam que a adaptação para realizar o moult em plataformas de gelo rasas pode surgir como estratégia de sobrevivência. Algumas agrupamentos já começaram a migrar para esse tipo de ambiente, ainda que com possíveis custos reprodutivos.

A pesquisa reforça a ideia de que as mudanças climáticas causam impactos rápidos e, em alguns casos, dramáticos, sobre espécies polar. Os autores indicam que a dinâmica populacional pode sofrer alterações significativas nas próximas décadas.

Estudos futuros devem investigar se alterações no moult afetariam a taxa de reprodução e a distribuição geográfica das colônias. A comunidade científica acompanha a evolução da situação e busca dados adicionais para estimar cenários de longo prazo.

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