- Cientistas cidadãos do projeto Citizens of the Reef encontraram uma das maiores colônias de coral já documentadas no Grande Barreira de Coral, durante o Great Reef Census.
- A colônia de Pavona clavus tem aproximadamente 111 metros de comprimento e área estimada de 3.973 metros quadrados, quase metade de um campo de futebol.
- A descoberta ocorreu em águas a algumas horas de Cairns, feita por Jan Pope; a identificação faz parte do censo da Grande Barreira de Coral.
- A colônia será submetida a testes genéticos para confirmar se é um único organismo (uma única duplicação de pólipo) ou várias colônias próximas que se uniram.
- Pesquisadores destacam que corais de grande porte são raros e indicam possíveis hotspots de resiliência, além de comparar com observações de 2024 no Solomon Islands.
Dois a três parágágrafos iniciais de texto, sem subtítulos, apresentam a notícia com clareza: uma equipe de cientistas cidadãos revelou a possível maior colônia de corais já documentada no Grande Barreira de Corais. A descoberta ocorreu durante o Great Reef Census, projeto de ciência cidadã promovido pela organização Citizens of the Reef, que monitora a cobertura de corais por meio de imagens colaborativas desde 2020. O mergulho de campo revelou um coral da espécie Pavona clavus com dimensões notáveis, descritas pelos envolvidos como um cenário submarino inusitado.
A descoberta aconteceu a partir de águas a algumas horas de Cairns, no nordeste australiano. Jan Pope foi quem inicialmente avistou o coral ao mergulhar e observar um padrão incomum na água; a confirmação ocorreu após o mergulho subsequente da filha, Sophie Kalkowski-Pope, em uma segunda expedição recente. Kalkowski-Pope atua como coordenadora de operações marinhas na Citizens of the Reef, destacando a importância de imagens crowdsourced para mapear a cobertura de recifes.
Desdobramentos da pesquisa
A equipe usa fotogrametria para estimar o tamanho da colônia, conectando fotos da superfície em um modelo 3D. O estudo visa também identificar “hotspots de resiliência” que possam fornecer larvas a outros recifes durante a reprodução. O especialista local em corais do Queensland Museum, Dr. Tom Bridge, aponta que Pavona clavus é rara e pode formar colônias muito grandes, embora confirmar se se trata de uma única origem exija testes genéticos com centenas de amostras.
Para confirmar se a colônia é realmente um único organismo, serão necessários exames genéticos e uma amostra representativa de mais de 300 fragmentos coletados pela área. O objetivo é esclarecer se a grande massa corresponde a um único pólipo fundador ou a várias colônias que se uniram ao crescer. Enquanto isso, a comunidade científica acompanha a descoberta como um indicativo da diversidade e da construção de reservas biológicas no recife.
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