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Método barato usa eletricidade para manter tubarões longe de anzóis

Tratamento elétrico com blocos de zinco e grafita reduz captura acidental de tubarões em longlines, com queda de cerca de sessenta e dois por cento na costa da Flórida

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  • Estudo indica que blocos de zinco e grafite colocados próximos aos anzóis de longas linhas reduzem a captura de tubarões em cerca de sessenta e dois por cento, em comparação com anzóis sem blocos, em águas costeiras da Flórida.
  • O experimento testou três configurações: bloco de zinco-grafite, bloco plástico similar (sem carga elétrica) e grupo sem blocos; os melhores resultados foram com o bloco zinco-grafite.
  • A pesquisa, publicada no Canadian Journal of Fisheries and Aquatic Sciences em quinze de janeiro, teve financiamento do governo dos Estados Unidos.
  • Em outras áreas testadas, resultados foram inconclusivos ou não houve efeito significativo; na Massachusetts, quase todos os anzóis apresentaram tubarões da espécie piked dogfish, independentemente da tratamento.
  • Os pesquisadores veem potencial comercial, com patente em andamento, para tornar a tecnologia prática e barata para pescadores, mantendo a captura desejada de espécies-alvo.

Un estudo publicado no Canadian Journal of Fisheries and Aquatic Sciences mostra que um campo elétrico simples ao redor de iscas pode reduzir significativamente a captura acidental de tubarões. O método usa blocos baratos de zinco e grafite colocados próximos aos anzóis.

A pesquisa foi conduzida em aguas costeiras da Flórida. Blocos de zinco e grafite, instalados junto aos anzóis, criaram um campo elétrico que, segundo os autores, afasta tubarões sem impedir a pesca de espécies-alvo. A redução foi de cerca de 62% a 69%.

Os experimentos com linhas de longas, usados para pesca de atum e peixe-espada, mostraram resultados consistentes na costa da Flórida para espécies da família Carcharhinidae. Em Massachusetts, no entanto, a proteção elétrica não funcionou de forma eficaz.

Segundo Stephen Kajiura, professor da Florida Atlantic University e autor principal, a solução é barata, não magnética e utiliza materiais comuns, o que facilita a adoção por pescadores. Magnets, explica, são pouco práticos em barcos por aderirem a objetos.

Em relação aos impactos, a equipe notou que os resultados variaram conforme o ambiente e a espécie. Piked dogfish, por exemplo, resistiu à deterrência elétrica, enquanto a maioria dos tubarões capturados na Flórida era diferente.

Pesquisadores destacam que a solução visa reduzir a captura incidental de tubarões sem afetar a pesca comercial. O próximo passo envolve aperfeiçoar o design para uso prático em embarcações e ampliar testes com diferentes espécies.

Autor de referência externa, Eric Gilman aponta que os resultados são promissores, mas ressaltam a necessidade de mais estudos. Ele indica que a eficácia pode variar entre famílias de tubarões e contextos de pesca.

A equipe já trabalha em aplicações comerciais do tratamento, com patentes em andamento. Os prototypes são mais simples e devem facilitar a adoção por pescadores do que os blocos usados no experimento, segundo os pesquisadores.

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